As chuvas frequentes em regiões produtoras reduziram o corte da cana-de-açúcar, o transporte da safra e a moagem, restringindo a oferta imediata de açúcar e etanol e pressionando os preços no mercado paulista. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Nesta segunda-feira (21/9), o indicador Cepea/Esalq apontou preço médio de R$ 120,13 pela saca de 50 quilos de açúcar cristal branco. O valor acumulou alta de 5,61% desde o início do mês.
Etanol
Entre os dias 14 e 18 de setembro, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2,6412 por litro, com aumento semanal de 7,27%. O etanol anidro alcançou média de R$ 2,9128 por litro, avanço de 2,29 no mesmo período.
A interrupção da moagem já atinge diversas usinas, que ainda não têm previsão definida para retomar as atividades. Algumas indústrias avaliam estender o processamento da safra até fevereiro, enquanto muitas unidades planejam concluir os trabalhos entre dezembro e janeiro.
O mercado acompanha possíveis efeitos sobre o restante da safra, incluindo atrasos na entrega de contratos, prolongamento da moagem e permanência da cana no campo em áreas mais afetadas pela umidade. Nesse último caso, o processamento pode ficar para a próxima safra.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que a produção de açúcar do Centro-Sul na segunda quinzena de agosto ficou abaixo da registrada no mesmo período de 2025. Com menos cana disponível e um mix ainda favorável ao etanol, a oferta de açúcar deve continuar restrita nos próximos meses, dando sustentação às cotações no mercado interno.








