A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul pode atingir 662,1 milhões de toneladas na safra 2027/28, segundo a StoneX. Se confirmada, a projeção representará um recorde para a região. O volume deve crescer 4,2% em relação à temporada atual, com influência do aumento da cana bisada e da melhora da produtividade.
A consultoria também prevê avanço de 11,6% na produção de açúcar da próxima safra, para 42,4 milhões de toneladas. O resultado deve ser favorecido pela remuneração mais alta do açúcar em comparação com o etanol. O mix açucareiro está estimado em 49,3%, ou 3,1 pontos percentuais acima do nível projetado para 2026/27.
A StoneX avalia que o pico da próxima temporada será menos chuvoso do que o ciclo atual. Com isso, a concentração de sacarose tende a ficar maior em 2027/28. As chuvas que atingem os canaviais nesta safra prejudicam a cristalização do açúcar nas usinas e dificultam que o mix entre setembro e dezembro fique acima de 50%.
Revisão para a safra atual
Para 2026/27, a estimativa de moagem foi reduzida para 635,5 milhões de toneladas, ainda 3,9% acima da safra passada. A produção de açúcar, porém, deve recuar 6%, para 38 milhões de toneladas.
A projeção considera mix açucareiro de 46,2% e queda de 1,3% na concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), para 136 quilos por tonelada de cana moída. Mesmo com a possibilidade de as usinas estenderem a moagem até dezembro, 10 milhões de toneladas ainda devem ser colhidas em março. Outras 22 milhões de toneladas devem ser processadas somente em 2027/28.
Na produção de etanol de cana, a previsão para a safra atual é de alta de 11,4%, para 24,5 bilhões de litros. A produção de hidratado deve crescer 11,4%, e a de anidro, 3,7%. Considerando também o etanol de milho, o total do biocombustível no Centro-Sul deve subir 12,2%, para 37,8 bilhões de litros.
Para 2027/28, a produção total de etanol do Centro-Sul é estimada em 40,5 bilhões de litros, alta de 7,2%. O etanol de milho deve avançar 29,7%, para 13,6 bilhões de litros, enquanto o etanol de cana tende a cair 1,5%, para 26,9 bilhões de litros.








