O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) decidiu não apresentar novo recurso contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu sua candidatura ao Governo do Distrito Federal. Ele também afirmou que não declarará apoio eleitoral a nenhum dos concorrentes que continuam na disputa.
O TSE rejeitou, por 5 votos a 2, o recurso da defesa e manteve o registro de candidatura indeferido. A decisão determina a retirada do nome de Arruda da urna eletrônica e interrompe o acesso a novos recursos públicos de campanha.
Arruda disse que consultou seus advogados antes de tomar a decisão. Na avaliação dele, insistir na Justiça prolongaria o processo e poderia prejudicar o andamento das eleições no Distrito Federal. “O meu caminho se encerra aqui”, afirmou.
Com a candidatura encerrada, o ex-governador pediu aos eleitores que não escolham seu nome, mesmo que a imagem ainda apareça na urna. Ele declarou que os votos destinados a ele serão considerados inválidos e orientou o eleitorado a escolher outro candidato ou candidata.
Sem apoio a concorrentes
Questionado sobre uma possível manifestação em favor de outro nome, Arruda disse que não fará recomendação de voto. Ele mencionou Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (PL), Ricardo Capelli (PSB) e Leandro Grass (PT), mas afirmou que os elogios feitos aos quatro não equivalem a apoio eleitoral.
A candidatura havia sido barrada anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), em 3 de setembro. Por unanimidade, a Corte indeferiu o registro e reconheceu a inelegibilidade de Arruda até 2030. O caso teve como base condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Durante a coletiva, o ex-governador afirmou que registrou a candidatura dentro da legislação e destacou a existência de votos divergentes no julgamento do TSE. Ao mesmo tempo, declarou que respeita a decisão judicial.
Prestação de contas
A candidatura de Arruda recebeu R$ 3 milhões da direção nacional do PSD, além de R$ 175 mil de Ronaldo Fonseca de Souza, R$ 130 mil de Luiz Carlos Pietschmann e R$ 10 mil de Paulo Roberto Cardoso.
Segundo a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, foram arrecadados R$ 3,315 milhões para a disputa pelo Governo do Distrito Federal. Desse total, R$ 2,326 milhões já foram declarados como despesas.
A maior parcela dos gastos, R$ 1,321 milhão, foi destinada a atividades de mobilização de rua. Também foram registrados R$ 203 mil para criação e inclusão de páginas na internet, R$ 170 mil para impulsionamento de conteúdos, R$ 128 mil para materiais impressos e R$ 100 mil em serviços advocatícios.
Arruda afirmou que pretende se afastar da disputa eleitoral e voltar à vida pessoal, acompanhando a política brasileira de fora.









