O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quarta-feira (23), a remoção de um vídeo publicado pelo candidato ao Senado Filipe Barros (PL) contra Gleisi Hoffmann (PT). Produzido com inteligência artificial, o material trazia ataques misóginos, associava a candidata a animais relacionados à traição e a vinculava a casos de corrupção dos quais foi absolvida ou pelos quais não foi acusada.
No vídeo, Gleisi aparecia representada como cobra, escorpião, raposa e bicho-preguiça, ao lado de manchetes sobre a Operação Lava Jato. O conteúdo também mencionava o chamado “roubo dos aposentados”. Na decisão, o ministro Floriano de Azevedo Marques afirmou que não havia registro de investigação, denúncia ou condenação relacionada ao caso.
Gleisi foi absolvida por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal nº 1003. Na segunda-feira (21), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia multado Barros em R$ 20 mil pelo impulsionamento pago de anúncios com ofensas à candidata.
Os perfis do candidato reúnem 808 mil seguidores no Instagram e 1,4 milhão no Facebook.
Também nesta quarta-feira (23), o TRE-PR determinou que Barros retirasse das redes sociais um anúncio pago com participação de Deltan Dallagnol (Novo). Embora fosse uma peça de campanha de Barros, o material descumpria decisão anterior do TSE que suspendeu a campanha de Dallagnol.
Barros é filiado ao PL, partido de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência.









