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José Alfredo de Albuquerque assume presidência interina da Companhia Docas do Pará

Mudança no comando da estatal ocorre após a Operação Sonar, que apura suspeitas de desvios e outras irregularidades.

José Alfredo de Albuquerque assume presidência interina da Companhia Docas do Pará

O engenheiro mecânico José Alfredo de Albuquerque e Silva assumiu interinamente a presidência da Companhia Docas do Pará (CDP) na segunda-feira (21). A mudança ocorreu poucos dias após a Operação Sonar, conduzida pela Polícia Federal (PF) com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

A operação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, cobrança de vantagens indevidas, direcionamento de contratações e lavagem de capitais na estatal federal. A apuração também busca esclarecer a eventual participação de agentes públicos e de outras pessoas no suposto esquema.

Até esta quinta-feira (24), não havia sido divulgado comunicado oficial sobre a nomeação. A expectativa era de que o ato fosse publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (23), enquanto documentos para assinatura do novo presidente interino já estariam prontos.

A CDP não havia confirmado oficialmente a mudança nem informado detalhes sobre uma reunião do Conselho de Administração. A empresa pública federal tem sede em Belém e é vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos.

Perfil

José Alfredo é servidor público de carreira e atuava em Brasília (DF) como Analista de Infraestrutura antes de assumir o novo cargo. Ele é formado pela Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Também fez pós-graduações em Gestão Empresarial e Finanças, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e em Logística Empresarial, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O novo presidente interino já trabalhou na própria CDP. Em 2020, foi nomeado diretor de Gestão Portuária da companhia, função que ocupou por pouco tempo.

Em 2019, chegou a ser nomeado para presidir a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), mas depois foi destinado à CDP, em Belém. Também atuou na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), onde foi diretor de Relações com o Mercado e Comunidade e diretor-presidente interino.

Antes disso, exerceu funções na Secretaria de Portos da Presidência da República, incluindo os cargos de diretor-substituto, coordenador-geral de Desempenho Portuário e assistente de coordenação.

A Operação Sonar foi deflagrada pela Polícia Federal em 15 de setembro. O então presidente da CDP, Jardel Rodrigues da Silva, e a gerente de gabinete da presidência, Renata Valle de Lima, estão entre os principais citados na investigação. A apuração continua, e a condição de investigado ou citado não representa condenação ou comprovação definitiva das acusações.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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