O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou o colega André Mendonça de “pixuleco eleitoral” durante a sessão de terça-feira (15). O encontro analisava o caso envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master.
Gilmar afirmou que Mendonça conduziu a apuração com “inequívoco viés político-eleitoral”. Na avaliação apresentada pelo ministro, a condução do caso poderia produzir efeitos eleitorais. Mendonça respondeu chamando Gilmar de “leviano”.
A expressão “pixuleco” se tornou conhecida durante a Operação Lava Jato, em 2015. À época, relatos indicavam que João Vaccari Neto, então tesoureiro do PT, usava o termo para se referir a valores cobrados de empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras.
Origem e uso político
Ainda em 2015, a Polícia Federal deu o nome de Operação Pixuleco à 17ª fase da Lava Jato. O ex-ministro José Dirceu foi o principal alvo da operação.
O termo também ganhou outro sentido nos protestos contra o governo de Dilma Rousseff e o PT. Um boneco inflável de Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário passou a ser chamado de “Pixuleco”. O personagem se tornou um dos símbolos das manifestações favoráveis ao impeachment de Dilma e de apoio à Lava Jato.
Desde então, a expressão passou a ser associada a Lula e ao PT. Na sessão do STF, Gilmar empregou o termo em sentido político e pejorativo, ao criticar a forma como Mendonça teria conduzido a apuração sobre Moraes.
O debate terminou com a troca de acusações entre os ministros. Depois de ser chamado de “leviano”, Gilmar respondeu: “Quem não se dá ao respeito não merece respeito”.








