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PF apreende dinheiro e afasta agentes em operações contra desvios no Pará

Ações Termidor e Sonar concentram bloqueios, enquanto investigações também apuram crimes no setor do dendê e em empresa pública federal.

PF apreende dinheiro e afasta agentes em operações contra desvios no Pará

As operações realizadas pela Polícia Federal no Pará na semana passada combinaram bloqueios patrimoniais, prisões, buscas e apreensões de dinheiro. A maior apreensão em espécie ocorreu em Belém, onde foram encontrados R$ 2,5 milhões em uma investigação sobre recursos supostamente desviados e destinados ao financiamento irregular de campanha eleitoral. Duas pessoas foram presas em flagrante.

Na quinta-feira (17), a Operação Página Virada apreendeu R$ 1 milhão, aparelhos eletrônicos e outros valores em Belém. A ação investiga possíveis irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná (RO) e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. Uma arma de fogo sem registro também foi localizada, resultando na prisão em flagrante do possuidor.

Bloqueios e investigações

O conjunto das forças-tarefas resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 170 milhões em bens e valores de investigados. A Operação Termidor responde por R$ 153 milhões, enquanto a Operação Sonar teve cerca de R$ 17 milhões bloqueados.

Deflagrada na quinta-feira (17), a Termidor investiga uma organização criminosa suspeita de furto, receptação e comercialização ilícita de dendê, além de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo a Polícia Federal e a Receita Federal, empresas sob investigação teriam movimentado aproximadamente R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026. Parte dos recursos não teria comprovação documental e contábil sobre origem e destinação.

A operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão no Pará e em São Paulo. Também foi determinada a suspensão das atividades econômicas de 11 empresas.

A Sonar foi deflagrada na terça-feira (15) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). O caso apura suspeitas de desvio de recursos públicos, cobrança de vantagens indevidas de fornecedores, direcionamento de contratações e lavagem de dinheiro em uma empresa pública federal sediada em Belém.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, com afastamento de 12 agentes públicos da Companhia das Docas do Pará (CDP). Um investigado foi preso em flagrante após a localização de R$ 1,2 milhão em espécie, sem comprovação de origem lícita, segundo a Polícia Federal.

Efeitos apontados por especialistas

O economista João Henrique Araújo afirmou que desvios de recursos e evasão fiscal reduzem a capacidade financeira do Estado e podem prejudicar serviços essenciais. Entre os efeitos citados estão problemas em estruturas de saúde, educação e saneamento, falta de medicamentos e insumos e precarização de equipamentos públicos.

O procurador da República Alan Mansur, coordenador do Grupo de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal no Pará, disse que organizações criminosas podem usar empresas, intermediários e agentes públicos para esconder vínculos e movimentações financeiras.

O Ministério Público Federal defende o fortalecimento de controles internos, auditorias baseadas em risco, transparência e rastreabilidade de licitações, contratos, aditivos e pagamentos. O órgão também aponta o cruzamento de dados como ferramenta para identificar vínculos e padrões suspeitos.

Para o cientista político Rodolfo Marques, a proximidade do período eleitoral pode ampliar a visibilidade de denúncias e levar o funcionamento das instituições ao debate público. Ribamar Braun avaliou que operações sobre corrupção, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais podem afetar a percepção dos eleitores, mas ressaltou a necessidade de diferenciar investigação policial de responsabilização definitiva.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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