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Moraes pede transparência total em documentos do caso Banco Master

Ministro afirma que André Mendonça liberou parte dos autos e deixou 180 peças fora do material tornado público.

Moraes pede transparência total em documentos do caso Banco Master
Foto: Os ministros do STF André Mendonça (esquerda) e Alexandre de Moraes (direita)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que todos os documentos ligados às investigações do caso Banco Master tenham o sigilo retirado. Em ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, ele afirmou que André Mendonça liberou apenas parte de 15 procedimentos e manteve 180 peças e arquivos digitais fora da divulgação.

Moraes também solicitou que o plenário examine em conjunto os questionamentos sobre sua relação com Daniel Vorcaro e as suspeitas relacionadas à condução das apurações por Mendonça. Para o ministro, “a escolha seletiva” de procedimentos e documentos dificulta a avaliação das provas.

Os autos relacionados por Mendonça somam 4.514 peças no sistema eletrônico do STF. Desse total, 4.334 foram disponibilizadas, conforme levantamento apresentado por Moraes em uma tabela anexada ao ofício.

A maior diferença está no Inquérito 5.026, que teria 61 peças ainda não liberadas. Na Petição 15.556, considerada central nas investigações, ficaram de fora 54 documentos. Também não foram disponibilizadas 35 peças da Reclamação 88.121, 23 da Petição 15.198 e sete da Petição 15.978.

Moraes pediu ainda que a área de tecnologia da informação do Supremo confirme o número exato de procedimentos vinculados às investigações.

Pedido de julgamento conjunto

O ministro contestou a decisão de levar ao plenário, na próxima terça-feira (15), somente a petição sobre as mensagens trocadas com Vorcaro. Ele quer que o colegiado analise na mesma sessão outro pedido, que reúne relatórios da Polícia Federal sobre a atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto.

A primeira investigação envolve o Master; a segunda apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os relatórios de inteligência não têm valor probatório, mas registram suspeitas de quebra de imparcialidade, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

Entre os pontos citados estão possível interferência nas investigações, problemas em negociações de colaboração premiada e eventual direcionamento de apurações contra autoridades como Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O ministro afirmou que Fachin já reconheceu a ligação entre os procedimentos e pediu que os ministros mencionados nos autos sejam chamados a prestar esclarecimentos.

Na noite de quinta-feira (10), Mendonça retirou o sigilo de parte das investigações após solicitação de Fachin. Permaneceram restritos, entre outros, procedimentos envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção é investigada por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e envolve Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria negociado recursos com Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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