O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender uma reforma do Poder Judiciário nesta quarta-feira, 16, após a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira, 15. O encontro tratou de um pedido do ministro André Mendonça para investigar as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Em participação no podcast Desce a Letra Show, Lula disse ter acompanhado parte da sessão pela televisão e criticou o conteúdo do debate. “Eu estou indignado porque a sociedade brasileira não merece isso”, declarou.
O presidente afirmou que pretende apresentar mudanças no Judiciário e na política como compromisso para um eventual quarto mandato. Ele não detalhou as medidas nem indicou um cronograma, mas disse que a discussão deve começar diante das queixas e da avaliação sobre a imagem da Corte.
“Vamos fazer uma reforma no Poder Judiciário. A partir de agora, eu acho que não tem como não discutir mais isso”, afirmou Lula.
Apuração e defesa do Supremo
Lula defendeu que as suspeitas sejam investigadas, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência. Também disse que os responsáveis devem ser punidos, caso sejam identificados, e que a apuração precisa ser acompanhada por uma reforma política.
O presidente afirmou que a imagem do Supremo deve ser preservada e declarou que ninguém está acima da lei, incluindo ele próprio, o presidente do STF, Edson Fachin, e os demais ministros. Ao mesmo tempo, criticou o que chamou de “denuncismo” e a exposição frequente da sociedade a acusações contra autoridades e familiares.
Lula atribuiu a Fachin a responsabilidade de evitar que a crise afete o processo eleitoral. Apesar das críticas à sessão, manteve os elogios à atuação de Moraes contra a tentativa de golpe de Estado no Brasil.
O presidente afirmou estar convencido de que a extrema-direita continuará atuando nessa direção. Segundo ele, o governo está atento para impedir uma ruptura e fortalecer a democracia.









