Osasco, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Osasco 20°C 18° / 27° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A economia que move o interior
Política

Gilmar Mendes mantém quebra de sigilos de ex-assessora de Flávio Bolsonaro

Decisão envolve investigação sobre suspeita de funcionária fantasma e ação cível por improbidade administrativa.

Gilmar Mendes mantém quebra de sigilos de ex-assessora de Flávio Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes manteve, nesta terça-feira (29), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Danielle da Nóbrega, ex-assessora de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Danielle é investigada sob suspeita de ser funcionária fantasma. A apuração considera a possibilidade de ela ter sido nomeada para o cargo sem exercer as funções, em troca de não receber os salários ou ficar apenas com parte deles. Ela é ex-esposa de Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do chamado “Escritório do Crime”.

Decisão e argumentos da defesa

A ex-assessora contestou uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A defesa alegou que o processo usou, sem autorização judicial, um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Os advogados sustentaram que o STF autoriza o compartilhamento desse tipo de informação para fins criminais, mas não para fundamentar uma ação de improbidade. Também afirmaram que a medida viola os direitos à privacidade e ao sigilo de dados.

Mendes registrou que ainda tramita no TJ-RJ um agravo apresentado pela própria Danielle. O ministro também afirmou que não há correspondência direta entre o caso e o precedente do STF citado pela defesa.

Investigação sobre o gabinete

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e mais 15 pessoas por suspeitas de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, no esquema conhecido como “rachadinha”.

A denúncia apontou que o esquema teria funcionado entre 2007 e 2018. Queiroz, então chefe de gabinete, seria responsável por recolher e movimentar os valores, enquanto Flávio teria comandado a operação e se beneficiado dos recursos. A investigação registrou 483 depósitos na conta de Queiroz, que somaram mais de R$ 2 milhões.

A denúncia não foi julgada no mérito. Em 2021, a Segunda Turma do STF invalidou as quebras de sigilo de Flávio e de assessores em uma ação criminal. O processo foi encerrado sem que a Justiça decidisse se Flávio praticou rachadinha.

Em 2023, o Ministério Público apresentou uma nova ação, dessa vez na esfera cível, por improbidade administrativa. Flávio nega as rachadinhas e a ligação com milicianos. Adriano da Nóbrega morreu em uma troca de tiros com a polícia em 2020.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5