Ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) interromperam o fluxo de bovinos para frigoríficos nesta semana, conforme entidades do setor. Os atrasos envolvem milhares de animais e ocorrem junto a relatos de abordagens de trabalhadores por agentes do órgão.
O impacto também alcança atividades ligadas à pecuária, como confinamentos, laticínios, empresas de ração e grãos e transportadoras. Associações de pecuaristas dos Estados Unidos afirmam que trabalhadores de diferentes pontos da cadeia foram afetados pelas operações migratórias.
As entidades estimam que os atrasos já resultaram em milhões de dólares em perdas de receita e custos adicionais para produtores e empresas. Também avaliam que as interrupções podem reduzir a oferta de carne bovina e pressionar os preços ao consumidor.
Efeitos no Kansas
O sindicato United Food and Commercial Workers (UFCW) apontou aumento da presença do ICE no sudoeste do Kansas, área que reúne operações de processamento em Liberal e Dodge City. Para a entidade, a atuação do órgão interfere no trabalho e pode atingir o fornecimento de carne bovina.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24/9), o presidente do UFCW, Milton Jones, disse que as operações “afetam diretamente a segurança de todos os trabalhadores e o fornecimento de carne bovina”. Ele acrescentou que uma eventual queda na oferta pode pressionar os preços em um período de custos elevados dos alimentos nos Estados Unidos.
As associações de pecuaristas pediram que as autoridades federais conduzam a fiscalização de maneira “legal, ordenada e transparente”. Em outra manifestação, disseram que as operações têm efeito de paralisação sobre trabalhadores legais, documentados e qualificados envolvidos na produção e no transporte da carne bovina.








