O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (4/9) ordens executivas para apoiar pecuaristas e enfrentar a redução do rebanho bovino americano, que está no menor nível em 75 anos. No mesmo período, a demanda por carne bovina cresceu quase 10% na última década, segundo dados da Casa Branca.
Uma das medidas determina que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) investigue possíveis violações às regras de concorrência por frigoríficos. Em comunicado, o USDA afirmou que os produtores precisam de mercados competitivos, sem domínio de um pequeno grupo de empresas concentradas.
As ordens também preveem o fortalecimento de pequenos processadores de carne por meio da ampliação de programas de compras interestaduais. O governo pretende oferecer assistência técnica para que essas indústrias modernizem os regulamentos de inspeção e reduzam a burocracia.
Outra iniciativa trata da criação do selo “Produto dos EUA”. A proposta inclui a revisão das atribuições ligadas à rotulagem obrigatória do país de origem para produtos de carne bovina.
Medidas para produtores e importações
Um dos decretos facilita o acesso a indenizações para produtores que tenham perdas causadas por ataques de algumas espécies de lobos. As ações foram anunciadas depois que pecuaristas americanos rejeitaram a liberação de 300 mil toneladas de carne importada com tarifas reduzidas.
No Salão Oval, Trump disse que Brasil e Argentina estão entre os principais países beneficiados pela medida de importação com tarifas menores. A iniciativa integra o pacote do governo americano para reduzir os preços da carne bovina.
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, declarou que os anúncios pretendem “proteger o rebanho bovino do país, aumentar a taxa de retenção de novilhas e garantir transparência para os consumidores”.
A Casa Branca também relacionou parte da queda do rebanho a condições de seca severa em regiões produtoras. O clima adverso, incluindo incêndios florestais, afetou as pastagens e reduziu a disponibilidade de forrageiras para os animais.








