Ednelson Cesaretti, candidato do PCO ao Senado por São Paulo, defende que as riquezas naturais do Brasil sejam destinadas à classe trabalhadora. Entre os exemplos citados estão o petróleo e as terras raras.
Ao tratar da exploração de petróleo na margem equatorial, Cesaretti afirmou que os alertas sobre possíveis impactos ambientais atrasam o desenvolvimento. Segundo ele, a demora já supera dois anos. Os poços ficam entre 175 km e 500 km da costa brasileira e, conforme sua declaração, especialistas da Petrobras verificaram grande capacidade de produção. O candidato mencionou ainda a possibilidade de elevação do PIB no Amapá.
Jornada de trabalho
Na área trabalhista, a proposta apresentada pelo candidato prevê a escala 5×2, com jornada de 35 horas semanais. O modelo teria cinco dias de trabalho e dois dias obrigatórios de descanso semanal remunerado, preferencialmente nos finais de semana. A exceção citada envolve carreiras ligadas à medicina.
“Essa redução da jornada de trabalho levaria também ao aumento do emprego no país”, afirmou Cesaretti. Ele defendeu que sindicatos e organizações de classe conduzam a mobilização pela redução da jornada, sem dependência dos acordos políticos relacionados à discussão da PEC que trata do fim da escala 6×1.
Segurança pública
Cesaretti também afirmou que o PCO defende o fim da Polícia Militar. A justificativa apresentada foi a taxa de letalidade das corporações em diferentes regiões do Brasil, com destaque para as polícias paulista e fluminense.
O candidato citou os índices de mortes em intervenção policial do governo Tarcísio de Freitas e mencionou uma operação realizada no Rio de Janeiro durante a gestão do então governador Claudio Castro. Segundo ele, a ação nos Complexos da Penha e do Alemão deixou 122 mortos.
Como alternativa, Cesaretti propôs organizações de defesa com formação militar, eleitas e controladas pelos trabalhadores em suas comunidades. “A Polícia Militar, do jeito que está aí colocada, nunca serviu aos interesses da classe trabalhadora”, declarou.








