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Câmara de Parauapebas abre instrução sobre denúncia contra prefeito

Processo contra Aurélio Goiano apura declarações atribuídas a ele sobre religiões de matriz africana; audiências ocorrem em setembro.

Câmara de Parauapebas abre instrução sobre denúncia contra prefeito

A Câmara Municipal de Parauapebas marcou para 23 e 24 de setembro as audiências de instrução da denúncia apresentada contra o prefeito Aurélio Goiano (Avante). O processo político-administrativo, registrado sob o nº 001/2026, apura uma suposta infração relacionada a declarações atribuídas ao prefeito contra religiões de matriz africana.

A denúncia foi apresentada por Vanessa Silva das Neves Baia, conhecida como Mãe Vanessa de Oxum. Liderança religiosa e responsável pelo Templo Águas de Oxum, ela acusa o prefeito de atos incompatíveis com a dignidade e o decoro do cargo. O caso é tratado como uma acusação de racismo religioso e pode resultar na cassação do mandato.

A primeira audiência está prevista para 23 de setembro, a partir das 9h, no plenário da Câmara, para ouvir testemunhas. Os trabalhos poderão continuar à tarde, se necessário. No dia 24 de setembro, também a partir das 9h, está previsto o depoimento pessoal de Aurélio Goiano.

O advogado Hédio Silva Jr., presidente do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro), atua no caso. “A liberdade religiosa é um direito constitucional e o poder público tem o dever de proteger todas as tradições de fé”, afirmou.

Tramitação

Em reunião realizada em 27 de agosto, a Comissão Processante aprovou, por dois votos a um, o parecer preliminar da relatora, vereadora Érica Souza da Silva Ribeiro, pelo prosseguimento da denúncia. A fase de instrução foi aberta oficialmente em 31 de agosto, com diligências documentais e verificação técnica das mídias anexadas ao processo.

O procedimento foi aberto pela Câmara em 4 de agosto de 2026 e segue o Decreto-Lei nº 201/1967. A apuração está limitada aos fatos recebidos pelo plenário em 4 de agosto e ao artigo 4º, inciso X, do decreto, sobre conduta incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

A Comissão Processante é presidida pela vereadora Maquivalda Aguiar Barros. O prazo global do processo é de 90 dias, contado da notificação realizada em 12 de agosto, com previsão de encerramento em 10 de novembro de 2026. A prefeitura de Parauapebas foi procurada, mas não havia apresentado posicionamento até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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