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Bruno Barral é alvo da Overclean após trajetória em gestões de Salvador e Belo Horizonte

Ex-secretário de Educação foi novamente alvo de buscas da PF, que investiga contratos de mais de R$ 80 milhões em Belo Horizonte.

Bruno Barral é alvo da Overclean após trajetória em gestões de Salvador e Belo Horizonte

A décima fase da Operação Overclean voltou a colocar Bruno Barral no centro da investigação sobre supostas fraudes em contratos públicos. Nesta quinta-feira, 17, a Polícia Federal realizou buscas contra o ex-secretário de Educação de Belo Horizonte e pediu autorização para fazer diligências contra ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia. A Procuradoria-Geral da República foi favorável, mas o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido por entender que não havia base legal suficiente.

Barral ganhou projeção durante os oito anos em que ACM Neto administrou Salvador. Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia, começou na prefeitura como diretor de Serviços de Iluminação Pública. Registros oficiais já o apontavam no comando do órgão em junho de 2015, quando a estrutura cuidava da manutenção e da ampliação da iluminação da capital baiana.

Em setembro de 2017, foi promovido à Secretaria Municipal de Educação, uma das principais pastas da administração. Permaneceu no cargo até dezembro de 2020. Ao fazer um balanço da gestão naquele ano, ACM Neto chamou o secretário de uma das “revelações do nosso time”.

A relação política entre os dois continuou depois do fim do governo. Em janeiro de 2021, ao parabenizar o ex-prefeito, Barral disse ter “grande orgulho” de ter participado do trabalho realizado em Salvador. Após a derrota de Neto para Jerônimo Rodrigues, do PT, na eleição para o governo baiano em 2022, publicou uma foto com o aliado e escreveu que continuaria ao lado dele.

Passagem por Belo Horizonte e investigação

Em abril de 2024, Barral assumiu a Secretaria de Educação de Belo Horizonte na gestão do então prefeito Fuad Noman. A Polícia Federal suspeita que ACM Neto tenha participado da indicação para que o ex-secretário atuasse na seleção de empresários em licitações que, posteriormente, poderiam gerar retorno por meio de propina.

A biografia institucional de Barral também registra um Executive MBA pela Fundação Dom Cabral, além de extensão universitária pela Universidade da Cantábria, na Espanha. Antes de entrar no setor público, ele teria trabalhado com desenvolvimento de redes e estratégias energéticas.

Barral deixou a secretaria em abril de 2025, quando foi alvo da terceira fase da Operação Overclean e afastado por decisão de Nunes Marques. A Prefeitura de Belo Horizonte o exonerou horas depois. Na ocasião, a investigação analisava uma suposta atuação dele em favor de empresas ligadas ao grupo investigado, inclusive durante sua passagem pela Educação de Salvador.

A nova etapa examina contratações feitas pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025, período correspondente à gestão de Barral. A PF apura possível direcionamento de procedimentos para a compra de serviços e materiais didáticos. Pelo menos três processos deram origem a contratos que, somados, superam R$ 80 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Entre os alvos estão o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “rei do lixo”, e os empresários Fábio e Alex Parente, ligados a empresas de construção e limpeza urbana.

A corporação investiga, em tese, crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Barral não foi condenado pelos fatos apurados.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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