BELÉM — Adriano Coelho (MDB) e João Coelho (PDT) declararam à Justiça Eleitoral patrimônio conjunto de R$ 123.783.330,95 nas eleições de 2026. O valor é R$ 120,3 milhões maior que a soma das primeiras declarações de bens apresentadas pelos dois em candidaturas anteriores, de aproximadamente R$ 3,48 milhões.
As informações estão no DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne dados sobre candidaturas, bens declarados e contas eleitorais.
Adriano, candidato a deputado federal, informou patrimônio de R$ 71.216.159,16. Em 2016, quando concorreu a vereador de Belém, havia declarado R$ 1 milhão. Em 2018, o valor caiu para R$ 353,5 mil. Já em 2022, depois de ser eleito deputado estadual, declarou R$ 7.307.631,16.
Na declaração de 2026, a maior parte dos bens de Adriano está em aplicações financeiras. Ele informou R$ 36,924 milhões em LCI e LCA na Caixa Econômica Federal e R$ 30 milhões nos mesmos tipos de aplicação no Banco do Estado do Pará. Juntas, as duas aplicações somam R$ 66,9 milhões, cerca de 94% do patrimônio declarado.
Também aparecem entre os bens uma Toyota Hilux de R$ 340 mil, um imóvel na avenida Arthur Bernardes de R$ 450 mil, um apartamento de R$ 225 mil, um relógio Patek Philippe de R$ 549 mil e R$ 871,6 mil em conta corrente.
Patrimônio de João
João Coelho, candidato a deputado estadual, declarou R$ 52.567.171,79 em 2026. Em 2020, quando disputou uma vaga de vereador de Belém, informou R$ 2.480.345,92. Em 2024, ao concorrer novamente à Câmara Municipal, declarou R$ 32,1 milhões e foi eleito.
Entre as aplicações informadas em 2026 estão R$ 20 milhões em renda fixa no Banpará, R$ 14 milhões em previdência privada na Caixa, R$ 12,1 milhões em LCA da Caixa e R$ 3,86 milhões em LCI da mesma instituição. A soma chega a cerca de R$ 50 milhões, aproximadamente 95% do patrimônio total.
João também declarou uma Land Rover Evoque de R$ 495 mil, uma Toyota SW4 de R$ 430 mil, uma Volkswagen Amarok V6 de R$ 279 mil e uma BMW X1 Sport de R$ 354,9 mil.
Operação da Polícia Federal
Nesta quarta-feira (16), a Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas após a retirada de R$ 2,5 milhões em espécie de uma agência bancária em Belém. Segundo a PF, o dinheiro foi apreendido durante a ação. Os presos foram colocados à disposição da Justiça Eleitoral do Pará.
As investigações apontam que os valores seriam provenientes de desvio de recursos públicos e destinados ao financiamento irregular de campanha eleitoral. Os agentes também apreenderam uma arma de fogo e outros materiais. A ação teve participação da Controladoria-Geral da União (CGU), que atuou na análise e na rastreabilidade dos recursos.
Conforme a participação individual, os suspeitos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo e resistência, além de outros delitos que venham a ser identificados.
Os valores patrimoniais são os declarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e não representam, por si só, uma avaliação independente dos bens nem comprovam sua origem.









