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Missão chinesa deve auditar frigoríficos e fazendas no Brasil em setembro

Visita técnica pode avaliar unidades de bovinos, aves e suínos, além de laboratórios; auditoria ainda não foi confirmada oficialmente por Pequim.

Missão chinesa deve auditar frigoríficos e fazendas no Brasil em setembro

Uma missão técnica chinesa poderá visitar o Brasil entre 19 e 28 de setembro para auditar frigoríficos, laboratórios, fazendas e o sistema sanitário do país. A informação foi apresentada pelo ministro da Agricultura, André de Paula, que também mencionou a possibilidade de reabilitação de unidades com vendas suspensas e de habilitação de novos estabelecimentos para exportação.

A visita ainda não foi confirmada oficialmente pelo Ministério da Agricultura. Também não há confirmação de Pequim, e as passagens dos técnicos ainda não foram compradas, conforme fontes ligadas ao caso.

Ao menos três frigoríficos exportadores de carne bovina devem ser vistoriados. Estão previstas visitas à unidade da JBS em Vilhena (RO), que não vende para a China desde maio, à planta da Minerva em Rolim de Moura (RO) e à unidade da Marfrig em Promissão (SP).

A auditoria não deve ficar restrita à cadeia bovina. Também estão previstas avaliações em plantas de aves e suínos, além de laboratórios e propriedades rurais. Entre os estabelecimentos bovinos com vendas suspensas estão a JBS de Pontes e Lacerda (MT), a Prima Foods, em Araguari (MG), a Frialto, em Matupá (MT), e a SulBeef, em Várzea Grande (MT). A Copacol, de Cafelândia (PR), está impedida de comercializar carne de aves. Não há bloqueios atuais para frigoríficos de carne suína.

Exigências sanitárias

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), do Ministério da Agricultura, enviou um ofício nesta sexta-feira (11/9) sobre notificações da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) relacionadas à detecção de resíduos em produtos de origem animal exportados pelo Brasil.

O documento deu 10 dias para que estabelecimentos habilitados a vender carne bovina à China revisem seus programas de autocontrole. Entre as exigências estão a atualização das análises sobre riscos de resíduos de medicamentos veterinários, antiparasitários e outras substâncias, além da revisão dos procedimentos de qualificação e acompanhamento dos fornecedores de animais.

Os frigoríficos também deverão verificar a confiabilidade das informações prestadas pelos fornecedores. O Dipoa informou que a declaração ou Carta de Garantia não pode ser, sozinha, a única medida de controle quando a avaliação de risco exigir verificações adicionais.

André de Paula afirmou esperar anúncios sobre a reabilitação de plantas e o início das exportações de miúdos. O ministro também disse: “Esperamos reabilitar algumas plantas que foram temporariamente descredenciadas e habilitar novas plantas”.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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