O Ibovespa terminou a semana aos 183.476,86 pontos, com queda de 0,27% no pregão desta sexta-feira (25). O índice acumulou baixa de 0,95% em cinco pregões, depois de iniciar a semana na faixa dos 186 mil pontos. No mês, porém, ainda registra alta de 3,41%.
O giro financeiro das ações que compõem o índice foi de R$ 15 bilhões. O volume reduzido refletiu a cautela dos investidores, que acompanharam as negociações entre EUA e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz e avaliaram as possibilidades de alternância de poder no Brasil após as eleições.
A queda de mais de 2% do petróleo pressionou os papéis da Petrobras, que recuaram mais de 2% e contribuíram para o resultado negativo da Bolsa brasileira. Em sentido oposto, ações da Vale, de bancos e das maiores empresas de utilities ajudaram a limitar a perda do Ibovespa.
Preços menores da commodity também podem reduzir as pressões inflacionárias no mundo. Esse fator abriu espaço para ajustes em favor de ativos de risco e ajudou a sustentar o avanço das bolsas norte-americanas e de outras blue chips da B3.
Cautela antes da eleição
Juan Lopes, trader da Meraki Capital, afirmou que os investidores no Brasil acompanham de perto o noticiário político e tentam projetar os acontecimentos da última semana antes do primeiro turno. Ele também citou a assinatura, pelo presidente Lula, de uma medida para o fim das bets e avaliou que a proibição pode favorecer o varejo na Bolsa.
A economista e sócia-advisor da Blue3 Investimentos, Bruna Centeno, relacionou o fluxo mais contido à percepção de inflação ainda forte no Brasil. O IPCA-15 veio acima do esperado e limitou altas mais expressivas.
Para Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o ambiente interno continua marcado por volatilidade, o que reduz a disposição para posições mais direcionais. “Semana que vem é a véspera da eleição, então é esperado que o investidor evite tomar mais risco”, disse.








