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Ibovespa recua 0,99% com pressão externa e cautela eleitoral

Índice fechou aos 183.965,91 pontos, enquanto petróleo e juros no exterior aumentaram a aversão ao risco nos mercados emergentes.

Ibovespa recua 0,99% com pressão externa e cautela eleitoral

O Ibovespa fechou em queda de 0,99% na quinta-feira (24), aos 183.965,91 pontos. Durante a tarde, o índice renovou a mínima e chegou a 183.834,97 pontos, em uma sessão marcada pela piora do ambiente externo para ativos de risco, principalmente nos mercados emergentes. O giro financeiro foi de R$ 19 bilhões.

A alta do petróleo voltou a alimentar preocupações com a inflação e com a possibilidade de juros mais elevados. O Brent avançou 3,41%, para US$ 106,60 o barril. Apesar de o movimento normalmente favorecer a Petrobras, as ações da companhia recuaram no dia. Para Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, isso sugere preocupação dos investidores com uma possível adaptação da política monetária brasileira ao cenário internacional.

Exterior e eleições

As bolsas dos Estados Unidos tiveram desempenho positivo, mas os mercados emergentes terminaram no campo negativo. O EEM, ETF ligado a esses mercados, caiu 0,70% em Nova York. No mercado de Treasuries, o título de 10 anos chegou a 5,20%.

Gonçalves avaliou que os ativos locais foram afetados pela combinação entre a aversão global ao risco e o cenário político-eleitoral brasileiro. Ele também afirmou que os investidores podem ter reagido às notícias recentes sobre o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

O senador foi associado a Daniel Vorcaro após informações de que viajou da Flórida a Brasília, em 2025, em um avião que tinha o ex-banqueiro entre os cotistas. O episódio é considerado negativo para a imagem de Flávio Bolsonaro e pode afetar sua popularidade na disputa eleitoral.

Pesquisas recentes de diferentes casas mostram o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados. Os investidores acompanham a possibilidade de uma chapa de direita ganhar força e a expectativa de que isso represente maior compromisso com uma agenda fiscal mais dura.

Para Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital, as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, a política monetária americana e as pesquisas eleitorais aumentaram a incerteza. “É uma combinação de externo, com entrave político cada vez mais difícil entre EUA e Irã”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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