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Ibovespa perde força com juros dos EUA e petróleo acima de US$ 103

Bolsa brasileira caiu após duas altas, enquanto ações da Petrobras avançaram e papéis de bancos, mineração e construção recuaram.

Ibovespa perde força com juros dos EUA e petróleo acima de US$ 103

O Ibovespa caiu 0,86% nesta quarta-feira (23), aos 185.814,09 pontos, após duas sessões de alta. O índice oscilou entre 185.676,38 pontos e 188.772,33 pontos, com volume financeiro de R$ 29,68 bilhões.

A pressão veio principalmente do mercado de juros dos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de 10 anos estava em 5,1038% no fim do pregão, enquanto dados robustos sobre a economia americana e a alta do petróleo reforçaram as apostas de novos aumentos nos juros do país em outubro.

Fed e cenário internacional

Michael Barr, diretor do Federal Reserve, afirmou que o banco central americano deu um passo importante na semana passada para recalibrar os juros de curto prazo e reduzir a inflação. Segundo ele, novas altas das taxas podem ser necessárias. Na decisão da semana passada, tomada por unanimidade, o Fed elevou a taxa de referência para a faixa de 3,75% a 4,00%.

O S&P 500 encerrou o dia com baixa de 0,75%. O petróleo Brent superou US$ 103 e fechou em alta de 3,86%, a US$ 103,08. O movimento ocorreu sem sinais reais de avanço diplomático para o Irã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o país nunca irá se render.

Também esteve no radar o encontro previsto para quinta-feira, em Washington, entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente da China, Xi Jinping.

Para Gabriel Macarini, advisor sênior da Blue3 Investimentos, a alta dos títulos do Tesouro americano foi o principal gatilho para a queda da bolsa, diante da avaliação de que o Fed manterá uma postura dura por mais tempo.

Eleições e fluxo estrangeiro

Os investidores acompanharam uma nova pesquisa eleitoral no Brasil. Mateus Hammes, head de Investimento da Ludo Capital, afirmou que as pesquisas seguem apontando um cenário binário e ainda sem desfecho. O mercado, segundo ele, “está cobrando um prêmio de risco por não saber quem governará o Brasil em 2027”.

Dados da B3 mostraram entrada líquida de estrangeiros em ações brasileiras no último dia 21. Com isso, o saldo positivo acumulado em setembro chegou a R$ 9,635 bilhões, ante R$ 9,230 bilhões até o dia 18.

Ações em destaque

As ações da Petrobras avançaram com a valorização do petróleo. PETROBRAS PN subiu 2,59% e PETROBRAS ON ganhou 2,61%. Executivos disseram que a companhia já garantiu 650 milhões de litros de diesel para importação em outubro e não prevê grandes volumes de compras externas para novembro. A empresa também pode incluir um projeto de gás na Colômbia no plano de negócios 2027-2031.

Entre os bancos, ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,88%, BRADESCO PN caiu 2,17%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 2,21%, BTG PACTUAL UNIT baixou 0,47% e SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,98%.

VALE ON teve queda de 1,85%, enquanto o contrato mais negociado de minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian avançou 0,07%. CSN ON caiu 3,66%.

No setor imobiliário, TENDA ON recuou 6,02%, e o índice do segmento na B3 caiu 1,2%. Analistas da XP destacaram a desaceleração da Caixa na concessão de financiamentos entre junho e julho e avaliaram que o movimento pode refletir maior seletividade ou um problema temporário de execução, e não uma restrição estrutural ao crédito habitacional.

LOCALIZA ON subiu 0,66% após o conselho aprovar quase R$ 615 milhões em juros sobre capital próprio. ENGIE BRASIL ON caiu 4,27%, em um dia de baixa de 1,44% para o índice de elétricas da B3. O Ministério de Minas e Energia colocou em consulta pública diretrizes para concessões de hidrelétricas que vencem até 2032.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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