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Pedido de vista interrompe julgamento de recursos no caso Miguel pelo TJPE

Sessão sobre os embargos da defesa de Sari Corte Real foi suspensa após pedido do desembargador Carlos Gil Rodrigues Filho.

Pedido de vista interrompe julgamento de recursos no caso Miguel pelo TJPE

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) suspendeu o julgamento dos recursos apresentados pela defesa de Sari Corte Real após o desembargador Carlos Gil Rodrigues Filho pedir vista do processo. A análise ocorre na Seção Criminal do tribunal, última instância antes de eventual chegada do caso aos tribunais superiores.

A sessão começou por volta das 14h e foi conduzida pelo presidente da Seção, Mauro Alencar de Barros. Antes do pedido de vista, seis desembargadores haviam votado contra a defesa: Marcos Antônio Matos de Carvalho, Eudes dos Prazeres França, Eduardo Guilliod Maranhão, Honório Gomes do Rego Filho, Isaías Andrade Lins Neto e André Vicente Pires Rosa.

O desembargador Virgínio Marques Carneiro Leão declarou-se impedido de participar da análise. Outros cinco magistrados ainda precisam votar, mas só se manifestarão quando a sessão for retomada.

Estavam em julgamento embargos infringentes e embargos de declaração. Os primeiros podem ser apresentados quando há decisão não unânime de um colegiado e buscam modificar a sentença. Já os embargos de declaração servem para esclarecer pontos obscuros ou contraditórios, sem alterar a essência da decisão judicial.

Em maio, o colegiado rejeitou o último recurso da defesa e manteve a condenação de Sari a 7 anos de prisão por abandono de incapaz com resultado morte. Naquela sessão, cinco desembargadores votaram pela redução da pena e outros cinco pela manutenção da condenação. O desempate foi feito por Mauro Alencar de Barros.

O caso

Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu em 2 de junho de 2020 após cair do 9º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, no bairro de São José, no Centro da cidade. A mãe, Mirtes, havia descido ao térreo para passear com a cadela dos patrões, enquanto Sari, então responsável por cuidar do menino, fazia as unhas com uma manicure.

Segundo as imagens de segurança, Sari apertou um botão do elevador e deixou a porta fechar com Miguel dentro. Um laudo pericial apontou que o botão acionado levava o equipamento à cobertura. O elevador parou no 9º andar, onde o garoto saiu, caminhou até um vão do maquinário dos aparelhos de ar-condicionado e caiu no térreo. Ele morreu enquanto era socorrido.

Sari foi presa em flagrante e autuada por homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada. Em maio de 2022, recebeu condenação de oito anos e seis meses por abandono de incapaz com resultado morte. Em novembro do ano seguinte, a pena foi reduzida para 7 anos.

Além do processo criminal, Sari e Sérgio Hacker respondem a uma ação trabalhista relacionada ao trabalho de Mirtes Renata Santana e Maria Marta durante a pandemia. O casal foi condenado a pagar R$ 1 milhão à família de Miguel, mas o processo foi suspenso pelo STJ em setembro de 2024. A família também move uma ação cível contra Sari, com pedido de indenização de R$ 1 milhão.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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