Osasco, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Osasco 15°C 15° / 26° Mega-Sena 3062: 5 · 9 · 11 · 17 · 18 · 38
A economia que move o interior
Centro-Oeste

Operação prende suspeito de vender dados sigilosos por R$ 7 milhões

Ação da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu 13 mandados em seis estados e determinou o bloqueio de bens dos investigados.

Operação prende suspeito de vender dados sigilosos por R$ 7 milhões
Foto: PCDF/Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um homem de 22 anos suspeito de integrar uma quadrilha que arrecadou R$ 7 milhões com a venda de dados sigilosos de brasileiros. A prisão ocorreu no bairro de Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife, durante a Operação Perseu 7, deflagrada nesta quinta-feira (24).

A operação cumpre 13 mandados de prisão e de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná e Espírito Santo. A identidade do preso não foi divulgada.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, os criminosos obtinham informações ilegalmente em plataformas oficiais, incluindo sistemas de órgãos públicos, conselhos profissionais e operadoras de telefonia. Os dados eram usados para abastecer o site Mind-7, que cobrava mensalidade dos clientes.

A partir de um CPF ou CNPJ, os usuários conseguiam consultar nome, filiação, endereço, documentos, vínculos e processos judiciais de qualquer cidadão. A Justiça determinou que a plataforma fosse retirada do ar e autorizou o bloqueio de R$ 7 milhões em bens dos investigados, entre imóveis, veículos de alto padrão e embarcação.

João Guilherme, delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, afirmou que o grupo fornecia informações para organizações criminosas aplicarem golpes. Entre os casos identificados está o do falso advogado, no qual criminosos usavam dados reais de processos judiciais para se passar pelo defensor da vítima e exigir pagamentos.

As investigações apontam ainda que a quadrilha concluía o desenvolvimento de uma segunda plataforma semelhante. A Polícia Civil informou que os valores eram ocultados com empresas de fachada e operações envolvendo criptomoedas.

Os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, invasão de dispositivo informático e estelionato. A soma das penas previstas pode alcançar 36 anos de prisão.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5