FORTALEZA — Sete pessoas prestaram depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (24) no caso da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta no condomínio onde vivia com o namorado, João Munhoz Neto, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
Entre os ouvidos estão Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João e servidora da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP); o irmão dele; a namorada do irmão; uma amiga do casal; uma amiga de infância de Isabelle; e um homem e uma mulher que estavam na piscina do condomínio quando a jovem caiu.
Os depoimentos foram realizados no 2º Distrito Policial. O irmão de João, a namorada e a amiga foram chamados porque levaram o suspeito de volta ao prédio depois de saberem da morte. Quando o irmão chegou à delegacia, o Hyundai Creta usado pelo grupo foi revistado. Os policiais apreenderam dois rádios de comunicação e um dispositivo de luz, mas os objetos foram apresentados e devolvidos ao veículo.
O homem e a mulher que estavam na piscina foram convocados como testemunhas. Isabelle atingiu uma área próxima ao local onde os dois estavam. A amiga de infância da estudante também foi ouvida e informou que não recebeu mensagem de Isabelle antes da morte.
Investigação e prisão
A Polícia Civil afirma que Isabelle morreu na noite de 13 de setembro após se jogar do rooftop do edifício. O corpo apresentava múltiplas lesões provocadas pela queda, mas não tinha sinais de violência. A corporação informou que outras possibilidades ainda não foram totalmente descartadas e que a investigação continua.
Mais de 700 vídeos são analisados. Segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez, não há câmeras no rooftop, mas imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroboram a conclusão sobre a queda.
João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso preventivamente desde terça-feira (22), por suspeita de incitação ao suicídio, violência psicológica e ameaça, conforme a Polícia Civil. A advogada Lígia Peixe afirmou que a prisão surpreendeu a defesa. Ela também disse que João está fragilizado e sob efeito de remédios desde a morte, sem informar quais medicamentos.
A mãe de João foi exonerada na terça-feira (22) do cargo de direção na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional, da SAP. A secretaria informou que a decisão foi estritamente administrativa. Isabelle tinha 22 anos e cursava Direito.








