Osasco, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Osasco 13°C 13° / 21° Mega-Sena 3061: 24 · 25 · 28 · 37 · 47 · 55
A economia que move o interior
Centro-Oeste

Prisão de namorado muda investigação sobre morte de jovem em Fortaleza

Polícia Civil apura suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio após Isabelle Caracristi cair de prédio.

Prisão de namorado muda investigação sobre morte de jovem em Fortaleza

A investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi passou a considerar a possibilidade de indução ao suicídio após a prisão do namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos. A jovem foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza.

A Polícia Civil informou que não descartou outras linhas de investigação. João está preso preventivamente e é suspeito de violência psicológica e de indução ao suicídio.

O que ocorreu antes e no dia da morte

Dias antes da morte, Isabelle contou à mãe, a professora Isorlanda Caracristi, que sentia dores no pescoço e queria passar o fim de semana com ela. No sábado, dia 12 de setembro, as duas foram ao aniversário de um familiar. No domingo, Isabelle disse que iria a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima com João e a mãe dele.

Câmeras registraram a chegada de Isabelle ao condomínio e o encontro com João na portaria. Depois, ele e a mãe saíram de carro. Em depoimento, João afirmou que foi sozinho a uma missa, enquanto Isabelle permaneceu no apartamento onde os dois moravam.

Imagens mostraram Isabelle entrando sozinha em um elevador, com o celular, e seguindo até o rooftop, no 23º andar. Cerca de duas horas depois, ela foi encontrada morta. A perícia identificou lesões compatíveis com a queda e não encontrou sinais de violência no corpo ou no apartamento.

A Polícia Civil analisa mais de 700 vídeos. Segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez, não havia câmeras no rooftop, mas registros de outros pontos do condomínio e das áreas próximas corroboram a conclusão de que houve precipitação voluntária.

Atuação da polícia e prisão

A Perícia Forense do Ceará foi chamada ainda na noite do dia 13. O caso está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Fortaleza. Celular e tablet da mãe de João, Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos no Cumbuco, em Caucaia, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Depoimentos indicaram que, no dia seguinte à morte, João teria voltado ao condomínio para buscar o celular de Isabelle. O apartamento teria sido limpo e colocado à venda. Ele também teria impedido a entrada de familiares dela e deixado o imóvel com malas. Após mudar de endereço, compareceu à delegacia somente 8 dias depois, acompanhado de uma advogada.

“A Polícia Civil iniciou as investigações e já percebeu que a postura do João era uma postura não colaborativa”, afirmou Márcio Gutiérrez. A mãe de Isabelle também relatou que João e a mãe dele não responderam às tentativas de contato após a morte.

No depoimento prestado na noite de segunda-feira (21), João apresentou uma versão diferente da relatada pela sogra. Ele disse que pediu ao irmão que falasse com Isorlanda porque estava abalado e afirmou que a ligação durou aproximadamente 22 segundos. Também declarou que recebeu as últimas mensagens de Isabelle antes da missa, colocou o celular no modo silencioso e só voltou a consultar o aparelho depois do horário da morte.

João foi preso na terça-feira (22) e passou por audiência de custódia no dia seguinte. A Justiça manteve a prisão preventiva. A polícia afirma ter encontrado indícios de comportamento controlador e de violência psicológica, incluindo relatos de que Isabelle teria sido afastada do convívio com outras pessoas.

Próximas etapas

A Polícia Civil ainda ouve testemunhas, verifica imagens do condomínio e analisa dados dos aparelhos celulares apreendidos. A corporação informou que outras linhas de investigação não foram completamente descartadas e que o caso permanece em aberto.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5