Osasco, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Osasco 15°C 13° / 17° Mega-Sena 3061: 24 · 25 · 28 · 37 · 47 · 55
A economia que move o interior
Centro-Oeste

Namorado de Isabelle Caracristi é preso por suspeita de violência psicológica

Polícia Civil afirma que João Munhoz Neto pode ter induzido a jovem ao suicídio e não colaborado com a investigação.

Namorado de Isabelle Caracristi é preso por suspeita de violência psicológica
Foto: Reprodução

A Justiça manteve a prisão preventiva de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (23). A Polícia Civil suspeita que ele tenha praticado violência psicológica e induzido a jovem ao suicídio. A corporação também afirma que o investigado não colaborou com a apuração.

João foi preso na terça-feira (22), em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Ele tem 34 anos. Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, na noite de 13 de setembro.

A investigação concluiu que a estudante morreu após uma precipitação voluntária do rooftop do prédio. O corpo apresentava múltiplas lesões provocadas pela queda, mas não foram identificados sinais de violência. A Polícia Civil apontou indícios de comportamento controlador e de violência psicológica no relacionamento, com possíveis constrangimentos e tentativa de afastar Isabelle do convívio com outras pessoas. A dinâmica ainda será analisada a partir do depoimento de outras testemunhas.

A corporação também investiga a hipótese de indução ao suicídio, mas não detalhou como o crime teria sido cometido. Mais de 700 vídeos são analisados. Segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez, não havia câmeras no rooftop, embora imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroborem a conclusão sobre a queda. Outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas.

Conduta após a morte

Depoimentos indicam que, no dia seguinte à morte, João teria retornado ao condomínio em busca do celular de Isabelle. O apartamento teria sido limpo e colocado à venda. Ainda segundo os relatos, ele proibiu a entrada de familiares da jovem no imóvel e deixou o local com malas.

Nos dias seguintes, o namorado não constituiu advogado e mudou de endereço. Ele compareceu à delegacia oito dias após a morte, acompanhado de uma advogada. “Em nenhum momento, ele se colocou à disposição para o esclarecimento dos fatos”, afirmou Márcio Gutiérrez.

A defesa, representada pela advogada Lígia Peixe, criticou a prisão preventiva. Ela afirmou que a medida foi inesperada e disse que João havia se apresentado voluntariamente, entregue o celular e informado um endereço para ser ouvido. Segundo a advogada, o cliente está fragilizado e sob efeito de remédios.

O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais ligados à investigação tramitam em segredo de Justiça. O caso ganhou repercussão nas redes sociais em 18 de setembro, após a mãe de Isabelle divulgar um vídeo cobrando explicações e justiça.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5