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Polícia busca esclarecer morte de estudante após perícia e análise de câmeras em Fortaleza

Exames apontaram lesões compatíveis com impacto contra o solo, mas laudo conclusivo ainda não foi divulgado.

Polícia busca esclarecer morte de estudante após perícia e análise de câmeras em Fortaleza

A Polícia Civil do Ceará procura João Munhoz Neto e analisa imagens de segurança, depoimentos e exames periciais para esclarecer a morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos. A estudante de Direito foi encontrada na área externa do condomínio onde morava, e a polícia ainda não informou oficialmente como a morte ocorreu.

A Secretaria da Segurança Pública do Ceará informou que os exames feitos no corpo identificaram lesões compatíveis com impacto contra o solo. As análises toxicológicas tiveram resultado negativo. O laudo conclusivo deve ficar pronto até o início de outubro.

Novas análises e depoimentos

A Polícia Forense voltou ao edifício com drones para realizar novas análises. Os investigadores também examinam outras gravações do condomínio para reconstruir o período entre a ida de Isabelle à cobertura e a localização do corpo. Quatro pessoas já haviam prestado depoimento, e outras quatro deveriam ser ouvidas nos dias seguintes.

Isabelle morava havia algumas semanas no apartamento com João, um irmão dele e a mãe dos dois, Sara Regina Alexandre Munhoz. Ela foi localizada pela polícia em uma praia de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, e teve o celular apreendido.

A estudante e João haviam se conhecido em julho, em um escritório de advocacia onde ele trabalhava e ela fazia estágio. Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, afirmou que a filha relatava episódios de ciúme e comportamento possessivo do namorado.

“Ela começou a me relatar, relatar que bastava ela descer para lanchar com as amigas do trabalho, quando via ele já estava lá junto”, disse Isorlanda.

Registros do condomínio

No domingo em que morreu, Isabelle passou parte do dia na casa da mãe e chegou ao condomínio às 17h58. João foi até a portaria para encontrá-la, e os dois subiram juntos pelo elevador.

Às 18h33, João deixou o edifício usando outra roupa. Nas imagens do elevador, ele aparentemente muda a posição de um anel na mão direita. Às 19h12, Isabelle entrou no elevador e seguiu para a cobertura, no 23º andar. O apartamento onde morava ficava no 15º andar.

Isabelle continuou trocando mensagens com a mãe. Ela reclamou de um torcicolo e disse que iria descansar. A última mensagem foi registrada às 19h22. Segundo a polícia, a morte ocorreu por volta das 20h40. João retornou ao prédio às 22h48, quando o carro da Perícia Forense já estava na garagem.

A mãe afirmou que só soube da morte no dia seguinte. Depois de não conseguir falar com a filha, tentou contato com João e percebeu que havia sido bloqueada. Manifestantes se reuniram diante do condomínio para pedir esclarecimentos. Isorlanda disse que quer respostas sobre a morte e sobre a falta de comunicação da família do namorado.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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