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Tamboril gigante acompanha a transformação de Petrolina há décadas

Árvore da rua Conselheiro Rosa e Silva virou referência para moradores e símbolo das mudanças vividas por Petrolina, no Sertão pernambucano.

Tamboril gigante acompanha a transformação de Petrolina há décadas
Foto: Emerson Rocha/g1 Petrolina

Um tamboril gigante na rua Conselheiro Rosa e Silva, no bairro Palhinhas, acompanha as transformações de Petrolina há décadas. A árvore ocupa parte da via calçada com paralelepípedos e se tornou referência para moradores, além de símbolo da memória da cidade, que completa 131 anos de emancipação política.

Maria da Luz, de 86 anos, mudou-se para o bairro há meio século e encontrou o tamboril já instalado no local. Na época, as ruas eram de terra e havia poucas áreas asfaltadas. Ela lembra que a região tinha uma casa de taipa e recebia forrós.

José Brito, de 62 anos, também cresceu na rua Conselheiro Rosa e Silva. A família dele mora no local há mais de seis décadas. Segundo o morador, quando chegou, a área era uma roça cercada por arame, com apenas uma saída. Hoje, o bairro está integrado à região central de Petrolina.

Maria Madalena Feitosa vive há cinco décadas na rua e acompanhou a transformação das roças em bairros, com a abertura de avenidas e a construção de prédios. Para ela, a permanência da árvore representa a continuidade dessa história: “A cidade cresceu e nunca foi tirada esta árvore”.

Idade incerta e valor histórico

A idade e a origem do tamboril não são conhecidas. Uma moradora afirma que a árvore foi plantada pela mãe dela, hoje com 91 anos, para fazer sombra na casa. Outra versão diz que o tamboril ficava em outro ponto da rua e foi transferido para o local atual.

O professor Ricardo Macedo, do Campus Petrolina Zona Rural do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), estimou a idade da árvore com base na taxa anual de crescimento e no diâmetro medido a 1,5 metro do solo. Com 1,84 metro de diâmetro, o tamboril pode ter entre 120 e 230 anos.

Para o historiador e jornalista Jota Menezes, a árvore é um patrimônio vivo e uma referência para a comunidade. Ele também relaciona a origem de Petrolina ao juazeiro, planta que deu nome à antiga Passagem do Juazeiro, área que cresceu até se tornar uma referência do Vale do São Francisco.

João de Aquino chegou a Petrolina ainda criança, em 1950, vindo de Paulistana, no Piauí. Morador da rua Rosa e Silva desde 1980, ele afirma que havia poucas casas na região quando chegou. Com o passar do tempo, a cidade cresceu e o tamboril acompanhou essa evolução.

A árvore também se tornou uma forma de localização para quem vive ou circula pelo bairro. Evanete Castro da Silva, que mora na rua há dez anos, conta que as pessoas costumam identificar o endereço como a rua da árvore grossa no meio da via. O tamboril pode atingir mais de 20 metros de altura e passa por diferentes fases ao longo do ano, com folhas verdes, períodos secos, vagens e flores.

Segundo Jota Menezes, a agricultura irrigada sustenta a economia local, impulsionando o comércio, os serviços e o turismo. Petrolina exporta frutas para mais de 50 países. Para os moradores da rua Conselheiro Rosa e Silva, o tamboril permanece como parte da paisagem e da história do município.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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