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Ato no Recife cobra autonomia reprodutiva após fala de Raquel Lyra

Movimentos sociais protestaram em frente ao Palácio do Campo das Princesas e defenderam o direito de escolha das mulheres.

Ato no Recife cobra autonomia reprodutiva após fala de Raquel Lyra
Foto: Mariane Monteiro/g1

Movimentos sociais realizaram um ato nesta segunda-feira (21), no Centro do Recife, após a repercussão de um vídeo em que a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugeriu fazer uma laqueadura em uma mulher sem que ela soubesse. A manifestação ocorreu em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no bairro de Santo Antônio.

Segundo as organizações participantes, o protesto foi convocado em defesa da autonomia reprodutiva das mulheres. Entre as entidades presentes estavam o Fórum de Mulheres de Pernambuco, a União Brasileira de Mulheres (UBM) e a Comissão de Direitos Humanos e Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara Municipal do Recife.

Daniela Rodrigues, assistente social e coordenadora da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, afirmou que a mobilização expressou indignação com a declaração. Ela disse que mulheres negras são maioria nos serviços públicos, principalmente na área da saúde, e criticou a sugestão de realizar o procedimento sem consentimento.

A gravação foi feita em maio de 2025, durante a inauguração da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Nas imagens, Raquel Lyra ouve o relato de uma mulher que teve sete filhos e comenta sobre a possibilidade de colocá-la na fila para uma laqueadura, acrescentando que o procedimento poderia ser feito sem o conhecimento dela.

Estefani Santos, assistente social, afirmou que o ato defendeu o direito das mulheres de decidir sobre seus corpos e suas escolhas reprodutivas. Para ela, a fala atinge principalmente mulheres negras e periféricas e reforça a necessidade de evitar retrocessos durante o período eleitoral.

Também participaram da manifestação o agente comunitário de saúde e professor de história Clayton Lopes e a estudante de enfermagem Cristina Alves. Lopes classificou a declaração como desrespeitosa e contrária à luta histórica das mulheres por direitos. Cristina disse que a decisão sobre ter ou não filhos deve caber exclusivamente às mulheres.

A laqueadura é uma cirurgia de esterilização que interrompe o caminho entre o ovário e o útero por meio do corte das trompas.

Pedido de desculpas

No domingo (20), Raquel Lyra publicou um pedido de desculpas nas redes sociais e afirmou que o vídeo era antigo. A governadora disse que a declaração não representava o respeito que tem pelas mulheres e declarou: “Foi uma fala equivocada. Eu não tenho compromisso com o erro”.

A candidata afirmou ainda que, ao longo da trajetória política, trabalhou para garantir às mulheres acesso à informação e ao planejamento familiar pela rede pública de saúde.

Em nota, a campanha reconheceu que a fala feita em Garanhuns foi infeliz e reafirmou o respeito da candidata às mulheres. Também declarou que ela defende o acesso ao planejamento familiar com informação e escolha e que a eleição deve ser decidida pela apresentação de propostas.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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