O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso ele enfrente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 24, mesmo depois de Zema fazer novas cobranças sobre pessoas que tiveram proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A justificativa apresentada pelo governador de Minas Gerais foi a oposição ao Partido dos Trabalhadores. Zema disse que sua atuação política é voltada a combater o PT e declarou: “Quem estiver contra o PT terá o meu apoio”.
Ao ser questionado especificamente sobre uma disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula, o candidato confirmou a disposição de apoiar o senador. Ele manteve essa posição apesar das críticas dirigidas anteriormente a pessoas relacionadas a Vorcaro.
“Para mim, aonde tiver o PT, eu estou contra”, afirmou Zema. Na avaliação dele, o partido representa uma força de destruição, argumento usado para explicar por que apoiaria um adversário mesmo após questionar sua relação indireta com o ex-banqueiro.
Cobranças sobre Daniel Vorcaro
Antes de declarar o apoio, Zema havia dito que continuaria criticando pessoas envolvidas com Vorcaro. O candidato afirmou que não elogiaria quem tivesse ligação com um criminoso e acrescentou que faria o mesmo se alguém de sua família estivesse nessa situação.
Ele também defendeu esclarecimentos e investigação sobre ocupantes de cargos públicos que tenham recebido patrocínios, assinado contratos ou usufruído de benefícios associados a Vorcaro.
A posição foi reafirmada após a informação de que Flávio Bolsonaro viajou com a família, em janeiro de 2025, em uma aeronave operada por uma empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio. O senador declarou que ganhou uma carona de um amigo e negou ter mantido contato com o ex-banqueiro.








