Santa Maria de Jetibá (ES) ficou na liderança nacional dos efetivos de galináceos e de galinhas, além de ocupar o primeiro lugar na produção de ovos em 2025. Os dados são da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O município ampliou em mais de 890,5 mil o número de galináceos no ano, chegando a 18,4 milhões. As galinhas representaram 23,6% desse crescimento. Ao todo, Santa Maria de Jetibá passou a ter 15,1 milhões de galinhas e mantém a liderança municipal nesse indicador desde 2015.
Bastos (SP) aparece em segundo lugar no ranking de galinhas e também está entre os cinco municípios com maior efetivo de galináceos. A relação é completada por São Bento do Una (PE), Uberlândia (MG) e Toledo (PR). No ranking de galinhas, São Bento do Una ocupa a terceira posição, seguido por Primavera do Leste (MT) e Santo Antônio do Monte (MG).
Produção e valor
A produção brasileira de ovos de galinha chegou a 5,7 bilhões de dúzias em 2025, alta de 5,7%. O avanço ocorre de forma contínua há quase 30 anos, desde 1999. O preço médio estimado foi de R$ 6,34 por dúzia, resultando em um valor de produção de R$ 36,4 bilhões, 13,9% acima do registrado em 2024.
O Sudeste concentrou a maior parcela da produção, com 2,3 bilhões de dúzias e 39,3% do total nacional. A região teve crescimento de 3,2% no ano. Na sequência vieram o Sul, com 1,3 bilhão de dúzias e participação de 22,5%, e o Nordeste, com 1,1 bilhão de dúzias e 20,0%. As altas foram de 5,9% e 6,6%, respectivamente.
Efetivos regionais
O país tinha 1,6 bilhão de galináceos em 2025, aumento de 1,6% ante 2024. Considerando apenas as galinhas destinadas à produção de ovos, o total foi de 293,3 milhões, crescimento de 5,8%.
O Sul reunia 772,9 milhões de galináceos, ou 48,1% do total, após expansão de 3,4% em relação a 2024. Em galinhas, a região somava 72,2 milhões de cabeças, equivalentes a 24,6% do país, com crescimento de 5,8%. O Sudeste liderava esse último indicador, com 104,3 milhões de cabeças, 35,6% do total e alta de 5%.
Para Octavio Costa de Oliveira, gerente da pesquisa, os recordes estão relacionados ao consumo de carne de frango e de ovos.








