BEIJING — A Embaixada do Brasil na China celebrou, na segunda-feira (7), o 204º aniversário da Independência do Brasil em uma cerimônia em Beijing. Durante o evento, o embaixador Marcos Galvão afirmou que os valores associados à independência refletem princípios defendidos pelo povo brasileiro em seu cotidiano.
Galvão destacou a trajetória de 52 anos das relações entre Brasil e China e avaliou que a parceria ganhou importância para o desenvolvimento dos dois países. A China é o maior parceiro comercial do Brasil há quase duas décadas. O Brasil, por sua vez, é o principal fornecedor de produtos agrícolas para o mercado chinês e a terceira maior fonte de importação de petróleo bruto do país asiático.
O embaixador também citou o avanço dos veículos elétricos e híbridos chineses no mercado brasileiro. Em 2025, o Brasil se consolidou como destino de investimentos estrangeiros diretos da China. Para Galvão, os resultados da relação bilateral foram construídos ao longo de décadas por brasileiros e chineses de diferentes áreas.
“São fruto de décadas de esforços conjuntos de gerações de brasileiros e chineses de todas as esferas da sociedade”, afirmou o embaixador.
Cooperação em setores estratégicos
Em junho deste ano, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, esteve na China e copresidiu o quinto Diálogo Estratégico Abrangente China-Brasil em nível ministerial. O encontro foi realizado com Wang Yi, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores da China.
Os dois países discutiram questões bilaterais e globais. Galvão afirmou que o diálogo ocorreu em um cenário internacional complexo. Ministros brasileiros das áreas da Fazenda, Agricultura, Saúde e Cultura também visitaram a China para tratar da cooperação em setores estratégicos.
As iniciativas incluem digitalização, ciência da computação, inteligência artificial, pesquisa médica, prática clínica e energia verde.
As atividades do Ano Cultural Brasil-China 2026 também foram destacadas na cerimônia. Galvão recomendou aos chineses a exposição de obras de Cândido Portinari no Museu Nacional da China. Segundo ele, o intercâmbio cultural amplia o conhecimento mútuo e apresenta o Brasil ao público chinês.
“Esperamos que isso atraia mais turistas chineses ao Brasil”, disse Galvão, ao mencionar a política de isenção mútua de vistos para visitas de curta duração.









