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China reduz compras e altera destino da carne bovina brasileira em agosto

Embarques para os Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Chile cresceram no mês, enquanto a China recebeu 88,2% menos carne brasileira.

China reduz compras e altera destino da carne bovina brasileira em agosto

A China recebeu 18,9 mil toneladas de carne bovina brasileira em agosto, uma queda de 88,2% ante o mesmo mês de 2025. A receita com as vendas ao país ficou em US$ 101,9 milhões, recuo de 88,6%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A entidade atribuiu a redução ao esgotamento da cota prevista pela salvaguarda chinesa. De acordo com a Abiec, o limite foi atingido desde o início de julho, considerando tanto os volumes já embarcados quanto as cargas ainda em trânsito. O transporte entre os dois países pode levar cerca de 40 a 45 dias, e parte dessa mercadoria só entra nas estatísticas chinesas depois do desembarque.

No total, o Brasil exportou 233,5 mil toneladas de carne bovina em agosto, volume 22,2% inferior ao de agosto de 2025. Foi o menor resultado mensal do ano, conforme a associação. A receita caiu 15,2%, para US$ 1,36 bilhão.

Outros destinos ganham espaço

A retração chinesa abriu espaço para outros compradores. Os Estados Unidos lideraram os destinos no mês, com 35,3 mil toneladas, alta de 276%. A União Europeia importou 23,4 mil toneladas, avanço de 108,6%; a Rússia, 22 mil toneladas, crescimento de 54,5%; e o Chile, 17,4 mil toneladas, aumento de 44,4%.

Esses mercados movimentaram, respectivamente, US$ 226,5 milhões, US$ 201,9 milhões, US$ 116,8 milhões e US$ 108,3 milhões.

Roberto Perosa, presidente da Abiec, afirmou que houve antecipação dos embarques para a China no primeiro semestre. Para ele, a expansão em outros destinos reduz a concentração das vendas e cria novas possibilidades para o setor.

De janeiro a agosto, as exportações brasileiras somaram 2,202 milhões de toneladas, alta de 5,3% sobre o mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 12,79 bilhões, crescimento de 21,7%. A China permaneceu na liderança, com 899,2 mil toneladas e US$ 5,51 bilhões, apesar da queda de 6,6% no volume.

No acumulado, os Estados Unidos responderam por 269,1 mil toneladas e US$ 1,74 bilhão; o Chile, por 107,3 mil toneladas e US$ 649,7 milhões; a Rússia, por 96,3 mil toneladas e US$ 453,5 milhões; e a União Europeia, por 87,1 mil toneladas e US$ 762,3 milhões.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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