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Exportadores projetam pressão sobre cota de carne bovina à China em 2027

Abiec avalia que o limite brasileiro pode acabar entre março e abril, enquanto setor discute a divisão dos volumes entre empresas.

Exportadores projetam pressão sobre cota de carne bovina à China em 2027

A possibilidade de a China habilitar novas plantas frigoríficas brasileiras é vista como positiva pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), enquanto o setor se prepara para uma disputa mais rápida pela cota de 2027. A missão chinesa esperada para começar neste fim de semana também deve visitar unidades que tiveram a habilitação suspensa e plantas produtoras de miúdos bovinos e suínos, informou o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Soares, na quarta-feira.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que a cota brasileira de carne bovina para a China pode ser consumida entre março e abril de 2027. A estimativa leva em conta o ritmo médio das vendas e a possibilidade de os volumes não serem distribuídos entre as exportadoras, o que pode aumentar a competição pelos embarques.

Exportadores também podem antecipar negócios com cargas embarcadas a partir de novembro, para chegada aos portos chineses em 2027 e contabilização no limite daquele ano. Perosa, porém, disse que a China tem estoque elevado de carne bovina e produção de carne suína em seu nível máximo. “Isso ainda é um enigma”, afirmou ao comentar a demanda pelo produto brasileiro.

A cota do Brasil em 2027 deverá crescer 22 mil toneladas. Neste ano, o limite foi de 1,106 milhão de toneladas. Sem a divisão dos volumes, a Abiec avalia que os frigoríficos podem acelerar as vendas aos importadores chineses.

Pressão sobre a indústria

Perosa classificou como “duríssimos” os meses de julho, agosto e setembro, período em que o Brasil deixou de vender carne bovina aos chineses. Segundo ele, a interrupção afetou o destino do dianteiro do boi, o planejamento das plantas e a formação de preços. Empresas também deixaram de contar com pagamentos antecipados de importadores chineses usados como capital de giro.

O executivo afirmou que, sem as cotas, as vendas poderiam ter chegado a 2 milhões de toneladas para a China. A tarifa de 55% para negócios fora da cota inviabiliza as operações, segundo Perosa. Caso o limite de 2027 acabe entre o fim de março e abril, o período de dificuldade para os exportadores poderá passar de três para seis meses.

A Abiec segue em conversas com o governo federal para arbitrar a cota e distribuir os volumes conforme a participação de mercado e o desempenho das vendas. A entidade defendeu a medida ao longo de 2026, mas não recebeu sinalização positiva sobre sua implementação.

Sobre Japão e Coreia do Sul, Perosa disse que as visitas oficiais para avaliar aspectos sanitários já foram realizadas. “Agora é uma questão documental”, afirmou, referindo-se à abertura desses mercados para a carne bovina brasileira.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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