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O cavalo de Troia como metáfora para o avanço do extremismo

A estratégia narrada na Odisseia é associada à ação de grupos neofascistas contra instituições democráticas.

O cavalo de Troia como metáfora para o avanço do extremismo

A estratégia do cavalo de Troia, usada pelos gregos para entrar na cidade depois de simular o abandono da guerra, atravessou os séculos e ganhou um sentido político. A metáfora passou a ser associada à entrada de forças extremistas nas instituições democráticas para enfraquecê-las por dentro.

Na narrativa atribuída a Homero, os troianos receberam o cavalo de madeira como um presente e, acreditando que os gregos haviam desistido do conflito, permitiram que ele passasse por seus portões. Dentro da estrutura estavam os soldados que abririam caminho para a tomada da cidade. A estratégia teria sido resultado da engenhosidade de Odisseu.

A Odisseia e a Ilíada são apresentadas como obras fundadoras da literatura ocidental, independentemente da identidade de quem escreveu os poemas. A autoria da Odisseia continua ligada a Homero, embora exista a possibilidade de que o texto tenha sido produzido por um coletivo de escritores ou por uma mulher.

O escritor britânico Samuel Buttler foi o primeiro a sugerir essa última hipótese, na obra The Authoress of the Odissey, de 1897. Buttler viveu entre 1835 – 1902. Seus argumentos, porém, são controversos porque aplicam à análise uma visão patriarcal de gênero própria do século 19. A historiadora Mary Beard discute essa interpretação.

A influência dos poemas também aparece em expressões incorporadas ao uso cotidiano da língua portuguesa, como “calcanhar de Aquiles”, “bicho de sete cabeças”, “voto de Minerva”, “caixa de Pandora” e “presente de grego”.

A metáfora na política

A leitura política do cavalo de Troia parte da ideia de que grupos neofascistas tentam chegar ao poder em sociedades democráticas minando o Estado Democrático de Direito de dentro para fora. Para isso, instalariam seus representantes em instituições democráticas e aguardariam o momento adequado para agir, inclusive às vésperas de uma eleição importante.

Nessa interpretação, alguns desses agentes já não esconderiam as razões de sua presença. Eles atuariam publicamente e produziriam os “soldados” responsáveis por violar as barreiras institucionais e atacar a Constituição Federal, apesar de terem jurado defendê-la. A imagem final é a de uma democracia ferida por dentro por quem usa uma instituição como passagem para destruí-la.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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