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Caso Master amplia tensão no STF e entra no centro da eleição

Mensagens sobre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de repasses ao filme de Jair Bolsonaro, elevaram a crise institucional.

Caso Master amplia tensão no STF e entra no centro da eleição

O caso Master passou a ocupar o centro do debate eleitoral a um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. As mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, divulgadas após o levantamento do sigilo, indicam uma relação próxima entre os dois e pedidos de ajuda a autoridades durante as investigações.

As conversas também mencionam um contrato de mais de 130 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes. Segundo a análise apresentada no programa, Vorcaro teria consultado Moraes sobre questões jurídicas e pedido que ele conversasse com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não foram apresentados, porém, indícios de que Andrei tenha atendido aos pedidos do banqueiro.

Outro documento citado é uma minuta que previa pagamento adicional de 50 milhões ao escritório Barci de Moraes, incluindo participação em avião e helicóptero. Como o documento não estava assinado, não há confirmação de que o acordo tenha sido efetivado. As mensagens também mencionam cartões destinados aos filhos de Moraes e contatos com outros integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A divulgação do material provocou reação de Paulo Gonet, que pediu a anulação das provas e o arquivamento da investigação. O pedido abriu uma disputa sobre os limites da atuação de André Mendonça, relator do caso. Depois, Moraes pediu que Fachin avaliasse a conduta de Mendonça com base em um relatório preliminar da Polícia Federal. O documento levantava hipóteses sobre irregularidades na condução dos casos Master e Lulinha, mas não tinha valor probatório nem assinatura de delegado.

Reflexos eleitorais

A crise ocorre em meio à disputa presidencial. Uma pesquisa Quaest citada no programa mostrou Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno, com 42 a 41. O levantamento foi realizado antes das novas revelações sobre Moraes.

Também foi destacado o crescimento de Augusto Cury, do Avante, que chegou a 10%. A avaliação dos comentaristas foi que o desgaste do Supremo pode afetar a eleição e ampliar a disputa política em torno das instituições.

O programa também discutiu os repasses de Daniel Vorcaro para o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. Um pagamento de mais de 1,6 milhão de dólares teria sido feito em 16 de setembro, depois de Flávio Bolsonaro afirmar que os repasses haviam terminado em maio de 2025. Até então, seriam pelo menos 12,3 milhões de dólares, equivalentes a mais de 65 milhões de reais, transferidos para a família Bolsonaro.

O dinheiro teria passado pela Entre Investimentos e Participações e chegado ao fundo Havengate, no Texas. A estrutura é associada a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. A investigação também menciona Antônio Carlos Freixo Junior, apontado como responsável pela empresa intermediária e alvo de um acordo de colaboração premiada.

A apuração citada no programa identificou sete parcelas de um total de 14 previstas no acordo de financiamento. O contrato estabelecia pagamentos de 24 milhões de dólares. Também foi mencionada uma mensagem de outubro em que Vorcaro afirma ter liberado mais um pagamento.

A crise no Supremo, as suspeitas sobre a relação de autoridades com o banqueiro e os repasses ligados ao filme passaram a compor o debate eleitoral. O episódio ainda estava em andamento, com manifestações solicitadas a Moraes, Mendonça, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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