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Em Brasília, desfile tem defesa da escala 6×1 e cautela de Lula e candidatos

Atos do 7 de setembro combinaram mobilização eleitoral, críticas ao STF e discursos mais contidos diante das regras do TSE.

Em Brasília, desfile tem defesa da escala 6×1 e cautela de Lula e candidatos

Antes mesmo da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao desfile cívico-militar, parte do público na Esplanada dos Ministérios entoava o tradicional “olê, olê, olá, Lula, Lula”. Em seguida, os participantes também gritaram “acaba 6×1”, uma das pautas defendidas pelo governo e pelo presidente que busca a reeleição.

No palanque, porém, Lula evitou discurso. O presidente interagiu com o público apenas com gestos de coração, em resposta aos gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro”. No domingo, dia 6, ele havia feito um pronunciamento institucional autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com liberação do ministro Nunes Marques, presidente da Corte eleitoral.

Após o desfile, Lula voltou às redes sociais para falar em soberania nacional e criticar pessoas que, segundo ele, atuam em favor de interesses estrangeiros. “Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, escreveu no X, antigo Twitter. O governo também não distribuiu materiais com o tema oficial do evento, “Soberania: A força que une o Brasil”.

Presença de autoridades e crise no Supremo

O senador Davi Alcolumbre, chefe do Poder Legislativo, participou do evento neste ano e se sentou ao lado de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Fachin foi o único integrante da Corte presente no desfile. No ano anterior, o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, não havia comparecido.

Fachin deverá definir se as denúncias envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes serão analisadas em sessão aberta do plenário ou em reunião reservada. Os dois têm até a próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, para apresentar explicações sobre a disputa.

O delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esteve próximo de Lula em alguns momentos. O nome dele apareceu em conversas de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, divulgadas com autorização de Mendonça.

O desfile manteve tom institucional, sem cartazes de apoio ou oposição a Lula, Moraes e Mendonça. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o presidente afirmou: “O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil”. Ele disse ainda que o banqueiro foi preso e o banco fechado durante seu governo, além de mencionar suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos.

Atos na capital federal

Dois protestos contra Moraes foram realizados em Brasília. Um foi organizado pelo partido Novo, com Eduardo Girão, candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. O outro teve coordenação do PL da capital e contou com Bia Kicis, candidata ao Senado e deputada federal. As manifestações competiram entre si e reuniram um número mediano de participantes.

A campanha também apareceu no desfile por meio de cartazes sobre o combate à violência contra mulheres e meninas. Homens e mulheres exibiram as frases “ligue 180” e “essa luta também é dos homens”. O governo do Distrito Federal não participou da cerimônia oficial. Celina Leão, governadora e candidata à reeleição, esteve no local antes do início e publicou um vídeo com integrantes das forças de segurança.

Paulista concentra críticas a Moraes

Em São Paulo, o ato liderado pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), associou Alexandre de Moraes, o Banco Master e Lula. Os discursos defenderam que as condenações relacionadas à tentativa de golpe do 8 de janeiro não existiriam sem a atuação de Moraes.

Os oradores procuraram diferenciar o ministro do Supremo como instituição. Flávio Bolsonaro declarou: “O STF não é Alexandre de Moraes”. Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou que atacar a Corte significaria atingir a democracia e a República. O pastor também pediu aos demais ministros o afastamento de Moraes.

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e candidato à reeleição, disse que a Corte deveria se unir para se defender. No palanque, ele não pediu votos para a própria campanha, mas defendeu os candidatos ao Senado apoiados pela aliança de direita no estado. Marina Silva e Simone Tebet, ex-ministras do governo Lula, apareciam ligeiramente à frente dos nomes do PL e do PP nas pesquisas mencionadas no evento.

Alfredo Gaspar, deputado federal e candidato a vice na chapa de Flávio, afirmou que Lula e Moraes seriam inseparáveis politicamente. Gustavo Gayer pediu a revogação das prisões de Jair Bolsonaro e de outros réus do 8 de janeiro, relacionando Moraes a Daniel Vorcaro.

Fora do palco, os protestos foram mais duros. O partido Novo levou um inflável pedindo o impeachment de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Também houve cartazes pela desobediência civil, camisetas defendendo a prisão ou o impeachment de Moraes e uma representação de uma figura da Justiça com referências a Toffoli e ao ministro.

A manifestação reuniu 28,5 mil pessoas no auge, conforme a contagem do Monitor do Debate Político – USP/Cebrap. Em 7 de setembro de 2025, o público havia sido de 42 mil pessoas. Flávio apresentou propostas para a segurança pública, como guerra ao crime organizado, 8 anos de prisão para ladrões de celular, redução da maioridade penal e castração química para estupradores. Também disse que o SUS teria padrão Hospital Einstein.

Outros candidatos

Romeu Zema participou do ato na Avenida Paulista pela manhã e exibiu um painel com a frase “chega de intocáveis” e imagens de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Renan Santos reuniu apoiadores no Parque Ibirapuera, defendeu a prisão de Moraes e Dias Toffoli e criticou Lula e Flávio Bolsonaro. Kim Kataguiri acusou adversários de omitir o caso Banco Master.

No Rio de Janeiro, Augusto Cury reuniu cerca de 1,4 mil pessoas em Copacabana. O candidato do Avante fez um aceno a André Mendonça e disse que, em seu eventual governo, ninguém seria poupado diante de suspeitas de conduta irregular envolvendo Moraes.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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