Osasco, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Osasco 20°C 16° / 25° Mega-Sena 3060: 6 · 15 · 23 · 36 · 37 · 38
A economia que move o interior
Agro

El Niño ganha força, mas não explica sozinho as chuvas recentes

Fenômeno já está configurado no Pacífico e pode atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro, segundo a NOAA.

El Niño ganha força, mas não explica sozinho as chuvas recentes

O El Niño já está configurado no Pacífico e deve ganhar força nos próximos meses. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima em 75% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade histórica entre outubro e dezembro, acima dos eventos registrados desde 1950. A agência também indica mais de 90% de chance de que o episódio seja classificado como muito forte nesse período.

A meteorologista Désirée Brandt afirma que o fenômeno já é considerado forte. A previsão é de aumento da intensidade durante o trimestre formado por outubro, novembro e dezembro. Isso, porém, não significa que toda chuva ou variação de temperatura observada agora seja causada pelo El Niño.

Chuva recente tem relação direta com o fenômeno?

O El Niño atua em uma escala ampla e altera tendências de chuva e temperatura ao longo de semanas e meses. Já um episódio específico pode estar ligado à passagem de uma frente fria, a áreas de instabilidade ou a outros sistemas meteorológicos.

“Quanto mais forte for o El Niño, maior é a probabilidade de os seus efeitos se manifestarem”, afirma Désirée. A presença do fenômeno aumenta a chance de determinados padrões climáticos, mas não explica, sozinha, cada ocorrência de chuva no país.

No Sul do Brasil, o El Niño costuma favorecer períodos mais chuvosos. Em outras regiões, pode contribuir para uma distribuição irregular das precipitações. No Sudeste e no Centro-Oeste, a influência histórica mais associada ao fenômeno está nas temperaturas, com maior probabilidade de períodos de calor.

Assim, a chuva pode ocorrer normalmente durante um episódio de El Niño. O principal efeito está na tendência de comportamento da atmosfera, e não na ocorrência permanente dos mesmos fenômenos.

“Não é uma regra, não é que os seus efeitos vão estar ali o tempo todo”, explica a meteorologista. Para relacionar uma chuva específica ao El Niño, é necessário observar também os sistemas meteorológicos presentes naquele momento.

Impactos para o campo

A influência do fenômeno tende a ficar mais evidente à medida que ele se fortalece. Para os produtores, será necessário acompanhar o volume e a regularidade das precipitações, além do comportamento das temperaturas.

No curto prazo, a expectativa é de continuidade na evolução das chuvas, o que pode permitir o avanço do plantio da primeira safra em diversas regiões. Ainda assim, não estão descartados períodos de falha nas precipitações e aumento das temperaturas.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5