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Economia no Proagro chega a R$ 3,2 bilhões e verba cairá em 2027

Governo estima despesas evitadas de R$ 15,1 bilhões entre 2026 e 2029 após mudanças nas regras do programa.

Economia no Proagro chega a R$ 3,2 bilhões e verba cairá em 2027

A União economizou R$ 3,2 bilhões em 2025 com as medidas de contenção adotadas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), na comparação com os aportes feitos dois anos antes. O governo federal também calcula que as novas regras podem evitar R$ 15,1 bilhões em despesas entre 2026 e 2029.

As estimativas estão na mensagem presidencial encaminhada ao Congresso Nacional junto com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027. O documento atribui o resultado às mudanças determinadas nos últimos anos, depois de decisões do Tribunal de Contas da União (TCU), e ao controle mais rígido dos gastos.

Menor previsão para 2027

A proposta orçamentária reduz de R$ 6,6 bilhões, em 2026, para R$ 5,6 bilhões no próximo ano a verba inicial do Proagro. A queda é de 15,3% e representa a primeira redução desse orçamento desde 2018.

O Banco Central, responsável pela gestão do programa, informou que a estimativa considera o histórico de enquadramentos e indenizações dos últimos cinco anos, as novas alíquotas de contribuição do ano agrícola 2026/2027 e modelos estatísticos para projetar receitas e despesas.

Os gastos orçamentários do Proagro recuaram depois do pico registrado em 2023, quando chegaram perto de R$ 9,5 bilhões. Foram R$ 6,2 bilhões em 2024 e R$ 5 bilhões no ano seguinte. No mesmo período, também diminuíram o número de contratos, a área coberta e os valores protegidos pelo programa.

No ano passado, a dotação inicial era de R$ 5,7 bilhões, mas o Banco Central devolveu mais de R$ 758 milhões que não foram utilizados. A conta deste ano ainda não foi concluída, e existe possibilidade de sobra.

Disputa por recursos não usados

O Ministério da Agricultura e a bancada ruralista defendem que a economia seja direcionada ao Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR), que sofreu cortes orçamentários. A proposta, porém, enfrenta resistência de parte da equipe econômica e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

A transferência foi retirada da versão final do projeto de lei 2.951/2024, aprovado no Senado, que altera o seguro rural. O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que “deve haver sobra expressiva no orçamento do Proagro” em 2026 e que os recursos devem formar uma reserva. Para a pasta, isso permite a redução prevista para 2027.

Regras e risco climático

O Proagro atende pequenos e médios produtores que comprovam perdas na lavoura provocadas por eventos climáticos, pragas ou doenças. Quando a cobertura é aprovada, as obrigações financeiras do custeio são dispensadas e a indenização é paga posteriormente.

Como a despesa é obrigatória, o governo já precisou retirar recursos de outras áreas para pagar agricultores. Até agosto deste ano, o Tesouro ainda não havia feito aportes ao programa, segundo o Banco Central. As despesas foram cobertas pelo adicional pago pelos produtores que contratam a cobertura e pelos rendimentos financeiros dessas receitas.

A redução da verba e os critérios mais rígidos preocupam agricultores diante da previsão de ocorrência do El Niño. Eugênio Zanetti, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), afirmou que “É de se indignar” diante da redução da política de mitigação de risco.

O Banco Central disse que as medidas adotadas desde 2023 ajudaram a reduzir o orçamento e que a meteorologia foi mais favorável em 2025 do que nos anos anteriores. João Luiz Guadagnin, consultor em crédito, avaliou que o aperto regulatório impede que o Proagro seja usado para “encobrir malfeitos”. Ele afirmou ainda que não é possível estimar com segurança um eventual aumento de gastos provocado pelo El Niño, mas que demandas adicionais poderiam ser atendidas com recursos extraordinários do Tesouro.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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