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Cooperativas liberam R$ 18,5 bilhões e assumem liderança no crédito rural

Cooperativas mantiveram os desembolsos, enquanto bancos públicos e privados reduziram os financiamentos no primeiro bimestre da safra 2026/27.

Cooperativas liberam R$ 18,5 bilhões e assumem liderança no crédito rural

As cooperativas de crédito liberaram R$ 18,5 bilhões no primeiro bimestre do Plano Safra 2026/27 e passaram, momentaneamente, a liderar as linhas tradicionais de financiamento rural. O ritmo foi mantido em relação a 2025, enquanto bancos públicos e privados reduziram os empréstimos aos produtores.

No período, os bancos públicos desembolsaram R$ 16,1 bilhões, ante R$ 32,7 bilhões no mesmo intervalo anterior, uma queda de 50%. Nas instituições privadas, os financiamentos recuaram 24%, de R$ 16,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões.

Ao todo, pequenos, médios e grandes produtores acessaram R$ 49,2 bilhões nas linhas tradicionais em julho e agosto, contra R$ 71,3 bilhões no mesmo período de 2025. Os dados foram consultados no sistema do Banco Central em 7 de setembro, não incluem as Cédulas de Produto Rural (CPRs) e podem ser alterados conforme a data de consulta.

O Ministério da Agricultura informou que as CPRs somaram R$ 32,4 bilhões em julho e agosto, abaixo dos R$ 34,4 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Considerando títulos e linhas tradicionais, o total chegou a R$ 81,6 bilhões, queda de 22,8% ante os R$ 105,8 bilhões da safra anterior.

A retração nas linhas tradicionais alcançou todas as categorias. Entre os grandes produtores, os desembolsos caíram 39%, para R$ 22,8 bilhões. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), recuaram 34%, para R$ 11,7 bilhões. Na agricultura familiar, a redução foi de 5%, para R$ 14,6 bilhões.

A demora na implementação da renegociação de dívidas prevista na Medida Provisória 1.376/2026 influenciou os números. Parte das operações destinadas à liquidação ou amortização de passivos deverá ser contabilizada no Plano Safra, usando as mesmas fontes de recursos do crédito rural. A solução dos débitos também pode abrir espaço para novos financiamentos a produtores adimplentes.

As linhas de crédito rural com equalização começaram a ser contratadas apenas no fim de julho. Até agora, foram desembolsados cerca de R$ 14 bilhões dos quase R$ 142 bilhões previstos para a safra.

Os três principais sistemas cooperativos anunciaram ofertas superiores às do ciclo anterior. O Sicredi prevê conceder R$ 72,1 bilhões, alta de quase 5%. O Sicoob ampliou a oferta em 17,6%, para R$ 70 bilhões, enquanto a Cresol estima liberar R$ 18 bilhões, avanço de 7%.

Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Sicoob, atribuiu a atuação das cooperativas à proximidade com os cooperados, à capilaridade e ao conhecimento técnico das equipes. “Esse relacionamento próximo e de longo prazo proporciona uma compreensão mais ampla da atividade produtiva”, afirmou.

Gustavo Freitas, diretor-executivo de Crédito e Negócios do Sicredi, disse que as cooperativas costumam expandir o crédito em períodos de crise. Para ele, a análise individual dos produtores permite que essas instituições avancem mesmo quando os bancos adotam critérios mais restritivos e exigem garantias maiores.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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