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Auditoria sobre frango pode definir retorno do Brasil ao mercado europeu

ABPA aguarda decisão da União Europeia sobre as exportações de frango, enquanto a Abiec contesta prazo para a carne bovina.

Auditoria sobre frango pode definir retorno do Brasil ao mercado europeu

A retomada das exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia está em análise depois de dois representantes do bloco auditarem o Brasil. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aguarda a decisão europeia, após os auditores afirmarem que o país cumpre as regras sobre o uso de antimicrobianos.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, disse que o setor já completou um ciclo de vida dos frangos e demonstrou que separa a produção e não utiliza antimicrobianos como promotores de crescimento. “Nossa parte a gente fez. Vamos agora aguardar a decisão”, afirmou.

A suspensão das vendas para a União Europeia ocorreu em 3 de setembro. Santin declarou que a medida não trouxe prejuízo ao setor, porque os volumes destinados ao bloco foram redirecionados para outros mercados. Segundo ele, a Europa representa menos de 7% das exportações brasileiras de frango, embora seja formadora de preço. No ano passado, o Brasil ficou mais de 4 meses sem vender para o bloco e, ainda assim, não teve prejuízo, afirmou.

Impasse na carne bovina

Na carne bovina, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) rejeita a possibilidade de a retomada das vendas depender de uma espera de dois anos. O presidente da entidade, Roberto Perosa, defendeu medidas de reciprocidade comercial caso a União Europeia mantenha essa exigência.

“Dois anos é inaceitável para o Brasil”, disse Perosa nesta quinta-feira, em São Paulo, durante o Global Agribusiness Fórum. Ele também afirmou que o setor criou um protocolo, já em aplicação, e pediu mais tempo para adaptar a produção sem interromper o fluxo comercial.

O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou na quarta-feira (30/9) que as negociações continuam para reduzir os impactos sobre a cadeia bovina. A União Europeia, porém, insiste em avaliar os controles brasileiros somente depois do ciclo completo de vida dos animais, que dura ao menos dois anos.

Perosa também falou a jornalistas estrangeiros sobre a sustentabilidade e a capacidade produtiva da pecuária brasileira.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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