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Temer avalia que afastamentos ampliaram impasse entre ministros do STF

Ex-presidente defende uma saída construída internamente pela Corte após decisão de André Mendonça envolvendo diretores da Polícia Federal.

Temer avalia que afastamentos ampliaram impasse entre ministros do STF

Michel Temer afirmou que a decisão de André Mendonça pelo afastamento de dois diretores da Polícia Federal tornou mais difícil a busca por uma saída negociada para a crise interna do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação, e de Leandro Almada, diretor de Inteligência.

Temer disse que não conversou com Mendonça e avaliou que o ambiente mudou depois da medida. “Eu reconheço que complicou bastante”, declarou. Segundo o ex-presidente, antes da decisão considerada mais rigorosa ainda havia maior possibilidade de negociação.

Defesa de acordo dentro da Corte

Em uma conversa breve com Alexandre de Moraes, Temer recomendou que o ministro procurasse diálogo com Mendonça. Para o ex-presidente, a questão envolvendo o STF é grave e deve ser encaminhada pelos próprios integrantes do tribunal, com participação de todos os ministros.

Temer afirmou que uma solução construída internamente seria preferível a uma decisão litigiosa do Supremo. Ele também disse esperar que os ministros “encontrem uma solução de harmonia interna”. Caso isso não aconteça, avaliou, a situação poderá afetar a imagem da Corte e do país.

O contato entre Temer e Moraes ocorreu em meio ao agravamento da crise no STF após a divulgação de relações entre Daniel Vorcaro e o ministro. Mensagens entre o banqueiro e Moraes foram publicadas na terça-feira. Na mesma tarde, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mencionava a troca de mensagens.

O documento também citou a aproximação de Vorcaro com Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues. Depois disso, Moraes acusou Mendonça de interferir na condução das investigações da PF, de participar irregularmente de tratativas de colaboração premiada e de direcionar alvos para favorecer interesses políticos.

Moraes acrescentou Mendonça ao Inquérito das Fake News e encaminhou um pedido de investigação ao presidente do STF, Edson Fachin. O relatório usado nas acusações foi considerado sem valor probatório.

Temer indicou Moraes para uma cadeira no Supremo no início de 2017, quando o então ministro da Justiça e Segurança Pública sucedeu Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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