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Sessão do STF terá celulares lacrados e sustentações no caso Moraes

Ministros votarão se autorizam investigação sobre Alexandre de Moraes no caso do Banco Master, com regras especiais de segurança no plenário.

Sessão do STF terá celulares lacrados e sustentações no caso Moraes

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes terá celulares desligados e lacrados, além de restrições para o acompanhamento no plenário. O julgamento está marcado para esta terça-feira, 15, no caso do Banco Master.

Quem entrar com telefone deverá colocá-lo em uma sacola de segurança e passar por detectores de metais e equipamentos de raio-X. O STF também proibiu manifestações dos presentes, que deverão permanecer em silêncio.

Jornalistas não terão acesso direto ao plenário. O acompanhamento será feito no comitê de imprensa e na marquise do tribunal, onde haverá transmissão da sessão. A entrada ficará limitada às pessoas cuja presença tenha sido confirmada pelo Cerimonial do STF.

Ordem da sessão

A reunião começará com a leitura e a aprovação da ata anterior, seguida da saudação aos ministros. Depois, Edson Fachin, presidente do STF, fará a leitura do relatório e definirá o tema que será submetido à votação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar. Em despacho recente, Paulo Gonet defendeu a nulidade do relatório da Polícia Federal, documento no qual ele próprio é citado. Gonet mantinha conversas com Daniel Vorcaro por meio do advogado Ciro Soares e falou por telefone com o banqueiro, que o convidou para uma degustação de uísque e charutos em Londres.

O relatório da PF reúne mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Nos diálogos, o empresário teria pedido ajuda ao ministro para sua defesa e perguntado, na antevéspera da prisão, se deveria deixar o País.

Depois da manifestação da PGR, serão permitidas sustentações orais. A regra abre espaço para Moraes se pronunciar. André Mendonça, que conduziu inicialmente as investigações no STF e era o relator original, também poderá pedir a palavra.

Fachin assumiu a relatoria neste fim de semana, após avocar o processo na última semana. A mudança ocorreu em meio a uma disputa de liminares e ofícios, na qual Moraes acusou Mendonça de parcialidade. Ao final da sustentação, o relator apresentará o voto. Os demais ministros poderão votar ou pedir vista, adiando a análise.

Regras de segurança

Essa é a segunda vez que o STF adota a proibição de celulares durante uma sessão. A medida foi usada anteriormente no julgamento do núcleo 2 da trama golpista, em 22 de abril de 2025.

O planejamento da segurança envolve a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as forças de segurança da capital federal.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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