A Caixa Econômica Federal deve permanecer como operadora de políticas públicas caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente, afirmou Daniella Marques, coordenadora do plano econômico do candidato. Ela negou que o senador tenha a intenção de privatizar o banco estatal.
Daniella disse que a proposta de governo trata a Caixa como um “motor de prosperidade”, com participação no fomento de negócios. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 21, durante uma entrevista da qual também participou a advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri.
Mensagens de servidores
A coordenadora afirmou ter recebido mensagens de servidores da Caixa preocupados com o futuro da instituição. Segundo ela, os questionamentos aumentaram durante a greve, com relatos de que funcionários estariam sendo informados sobre possíveis demissões e a privatização do banco.
“Não se desinformem”, disse Daniella ao relatar a resposta dada às mensagens. Ela também afirmou que, durante uma eventual gestão de Flávio, a ideia seria avaliar instituições que, na visão apresentada, não fazem sentido de existir, sem incluir aquelas consideradas necessárias e estratégicas.
Relação com partidos do centro
Daniella também falou sobre a relação de um eventual governo Flávio Bolsonaro com partidos do centro. Para ela, a gestão de Jair Bolsonaro (PL) serviu como aprendizado, e o diálogo seria necessário para a condução política.
A administradora afirmou que Flávio defende o equilíbrio institucional e tem adotado um discurso conciliador, com a defesa de uma recuperação da credibilidade das instituições. O candidato, porém, tem criticado principalmente a atuação do Supremo Tribunal Federal e defendido o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.









