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PF entrega dados do celular de Vorcaro a gabinetes de Zanin e Gilmar

Ministros do STF começaram a analisar o material, que foi apreendido na prisão do banqueiro e embasou fases da Operação Compliance Zero.

PF entrega dados do celular de Vorcaro a gabinetes de Zanin e Gilmar

A Polícia Federal entregou aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os dados brutos extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Os dois ministros iniciaram a análise do material, que foi apreendido com o banqueiro e serviu de base para fases da Operação Compliance Zero.

A transferência para o gabinete de Zanin ocorreu após uma determinação do ministro no domingo, 13. O relator do caso, André Mendonça, se opôs ao compartilhamento, alegando que a medida poderia comprometer o andamento das investigações. Outros ministros do STF também poderão examinar os dados se pedirem acesso à Polícia Federal.

Gilmar encaminhou uma solicitação semelhante à direção-geral da corporação no domingo. Na sexta, 11, ele havia pedido ao presidente do STF, Edson Fachin, providências para assegurar aos demais ministros o acesso aos dados telemáticos de Vorcaro.

Alexandre de Moraes também requisitou acesso integral ao conteúdo. Na justificativa, afirmou que não cabe ao relator definir quais documentos estarão disponíveis ao colegiado no julgamento.

Posicionamento de Mendonça

Mendonça informou que seu gabinete recebeu da Polícia Federal, em março, um envelope com os dados extraídos do celular. Segundo o ministro, o material foi entregue de forma voluntária e espontânea, permanece lacrado e intocado e foi enviado como cópia de segurança para o caso de corrompimento do arquivo original.

O aparelho apreendido era um iPhone 17 Pro, com número de série LTPF3F27YR. Ao requisitar o celular, Zanin sustentou que não existe hierarquia entre os ministros do Supremo e que todos estão submetidos ao dever de sigilo, imparcialidade e independência.

Nesta terça, 15, às 10h, o plenário do STF inicia a votação sobre a abertura ou o arquivamento de uma investigação contra Moraes. O caso envolve mensagens trocadas entre o ministro e Vorcaro.

Entre os pontos relacionados às conversas estão pedidos do banqueiro para que Moraes atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter investigações sobre negócios fraudulentos do Master. Também são citados um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro, uma possível saída do banqueiro do País antes da prisão, pagamentos ao escritório Barci de Moraes e cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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