O afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal foi rejeitado por 73% das manifestações analisadas no Instagram, X e Facebook. O levantamento foi realizado pela Palver, empresa de inteligência e análise do ambiente digital, e considerou as interações de terça-feira, 8.
A decisão havia sido tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, sob acusação de monitoramento ilegal. Na quarta-feira, 9, o afastamento foi revertido pelo ministro Flávio Dino.
No WhatsApp e no Telegram, 70% das mensagens avaliadas discordavam da medida, enquanto 30% apoiavam a decisão. Os percentuais desconsideram as manifestações neutras.
A Palver informou que a discussão alcançou cerca de 1,1 mil menções a cada 100 mil mensagens trocadas nas plataformas de mensageria. Nas redes sociais, foram aproximadamente 4,3 mil menções a cada 100 mil mensagens. A empresa classificou o volume de interações como muito alto.
“a ampla maioria da conversa digital rejeita o afastamento de Andrei Rodrigues”, avaliou a Palver. Para a empresa, o resultado indica que a insatisfação com a decisão de Mendonça apareceu nos dois ambientes monitorados, e não apenas em um grupo específico.
A narrativa com maior peso na amostra, de 14%, associou a medida a um suposto abuso de poder de Mendonça para proteger aliados de Flávio Bolsonaro na investigação do caso Master e perseguir seletivamente pessoas ligadas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Outra linha de mensagens, favorável a Mendonça, representou 9% da amostra. Esse grupo o apresentou como agente de justiça contra o sistema e atribuiu à cúpula da Polícia Federal, sob Andrei Rodrigues, uma suposta perseguição política a serviço de Moraes e do governo Lula.
O levantamento também registrou uma narrativa sobre crise institucional entre Moraes e Mendonça, com peso de 11%. As mensagens descreviam a disputa como um confronto público inédito dentro do STF, com pedidos mútuos de investigação e afastamento.








