CEILÂNDIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o combate à violência contra as mulheres deve começar na educação e defendeu a igualdade entre homens e mulheres durante comício da Federação Brasil da Esperança, na noite desta quarta-feira (16), na Praça do Trabalhador, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal.
Lula disse que crianças e jovens precisam aprender, da creche à universidade, que nenhum gênero é superior ao outro. “Não é normal alguém matar a mulher”, declarou. Ele também relacionou a prevenção da violência à autonomia financeira das mulheres e à formação da juventude.
O ato, chamado “O Brasil pronto pra mais”, reuniu a primeira-dama Janja Lula, o candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), e as candidatas ao Senado Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT). A praça ficou lotada, com bandeiras, cartazes e faixas. Durante o discurso, que durou cerca de 30 minutos, o público interrompeu o presidente com coros de apoio.
Eleições e soberania
O presidente pediu unidade entre as candidaturas do campo progressista e afirmou que a eleição exigirá atenção dos eleitores. Ao falar sobre a disputa nacional, criticou propostas de privatização das praias e mencionou Eduardo Bolsonaro, a quem acusou de pedir intervenção dos Estados Unidos no Brasil.
Lula disse que participará de ações em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina nos próximos dias. Também confirmou presença na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na terça-feira (22). “O Brasil só tem um dono, que é o povo brasileiro”, afirmou.
O presidente reconheceu que os preços ainda preocupam a população. Segundo ele, a inflação de alimentos chegou a 56% em um governo anterior e a 13% no atual. Lula defendeu o aumento da produção para reduzir o preço dos alimentos e da carne e elevar os salários.
Disputa no Distrito Federal
Dados de pesquisa RealTime Big Data divulgada em 9 de setembro indicam Lula com 34% das intenções de voto no Distrito Federal, contra 33% para Flávio Bolsonaro (PL), em cenário estimulado de primeiro turno para a Presidência da República. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, afirmou que a polarização exige responsabilidade e avaliou que o ato pode contribuir para que Lula ultrapasse Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Também discursaram Erika Kokay, Leila, Janja Lula e Leandro Grass. Claudia Maciel, do Coletivo Jovem de Expressão, declarou que o grupo apoia Lula por considerar o espaço democrático adequado para disputar o orçamento e cobrar políticas de reparação.
Letícia Montandon, diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), disse que a eleição definirá o futuro do Distrito Federal e defendeu projetos para a educação e a saúde. Marco Baratto, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pediu a intensificação da campanha em periferias, feiras do Distrito Federal e Entorno para conquistar eleitores indecisos.









