SALVADOR — O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que não pretende alterar sua estratégia eleitoral por causa das pesquisas. Levantamento AtlasIntel divulgado na quinta-feira (3) apontou ACM Neto (União Brasil) com 49,1% das intenções de voto, contra 47,9% de Rodrigues.
Durante uma coletiva de imprensa, o governador disse que usa os levantamentos para identificar pontos de melhoria, mas manterá as atividades de campanha. Entre as ações citadas estão carreatas e alianças com vereadores, prefeitos, vice-prefeitos e ex-prefeitos. “Nós não vamos parar, independente de pesquisa”, afirmou.
Para Jerônimo, a eleição não se limita à escolha dos ocupantes dos cargos de presidente e governador. Ele declarou que a disputa envolve um projeto nacional, com temas como soberania, desenvolvimento, geração de empregos e investimentos em infraestrutura.
A declaração ocorreu no mesmo sábado (5) em que o governador participou de um café da manhã com movimentos populares, em Salvador. No encontro, defendeu a pressão dessas organizações para garantir políticas públicas voltadas à reforma agrária, à agroecologia, às escolas do campo e à universidade.
Rodrigues pediu que os movimentos mantenham contato direto com o governo, diante das pressões que recebe de diferentes setores. Também afirmou que sua trajetória política orienta as decisões que toma. “Falem de perto comigo”, disse.
Políticas para o campo
O governador criticou a posição da direita em relação a políticas para a população rural, ao desenvolvimento local e à permanência das pessoas em seus territórios. Segundo ele, há resistência a creches e universidades no campo. Rodrigues também afirmou que a formação das pessoas envolve valores ligados ao lugar onde vivem, e não apenas um diploma.
O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), participante do encontro, defendeu avanços para os povos do campo. Ele citou a necessidade de creches nos assentamentos, institutos federais e políticas para a juventude, além de criticar a permanência de famílias por 20, 30, 40 anos sob lonas pretas durante a luta pela reforma agrária.
Ao comentar o cenário político, Rodrigues mencionou 2019, ano em que Jair Bolsonaro (PL) assumiu a Presidência, e disse que a democracia brasileira precisa ser defendida.








