O candidato à Presidência pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Hertz Dias, propôs taxar bilionários para financiar o fim da escala 6x1. Durante agenda eleitoral no Grande Recife, ele também defendeu o encerramento da terceirização, a realização de concursos públicos e a criação de plataformas públicas para trabalhadores de aplicativos.
Dias participou de uma panfletagem na feira do Centro de Jaboatão dos Guararapes. À noite, estava prevista uma roda de conversa sobre arte e cultura no mezanino do Edifício Ambassador, no bairro da Boa Vista, na área central da capital pernambucana.
Propostas para trabalho e arrecadação
O candidato afirmou que a mudança na jornada poderia ampliar a oferta de empregos e movimentar o consumo. Para financiar a adaptação de pequenos e médios empresários, mencionou a cobrança de impostos dos mais ricos, além do combate a isenções e fraudes fiscais.
De acordo com Dias, o Brasil deixa de arrecadar quase R$ 1 trilhão por ano, sendo R$ 600 bilhões em isenções fiscais e quase R$ 400 bilhões em fraudes fiscais. Ele declarou que a conta do fim da escala seria paga pelos bilionários.
A proposta de extinguir a terceirização inclui incorporar os trabalhadores terceirizados ao serviço público. O candidato disse que pretende suspender o pagamento da dívida pública e usar a taxação de bilionários para custear essas medidas.
“Terceirização significa precarização”, afirmou Dias. Ele também relacionou o modelo a salários menores e à oferta de serviços públicos que considera inadequada.
Para os trabalhadores de aplicativos, a proposta é criar empresas públicas administradas pelos próprios profissionais. Dias afirmou que os recursos viriam da estatização de empresas estratégicas e do uso do excedente gerado por elas para desenvolver uma infraestrutura pública e aplicativos próprios.








