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Perícia aponta falhas na guarda de provas do caso Dark Horse

Documentos revelam que 27 dispositivos foram recusados pelo Instituto de Criminalística por risco de acesso ao conteúdo.

Falha da polícia de Tarcísio gera risco de destruição de provas do caso Dark Horse

A investigação sobre a produção do filme Dark Horse, cinebiografia fictícia de Jair Bolsonaro (PL), enfrenta suspeitas de falhas na preservação de provas apreendidas em São Paulo. Documentos divulgados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino mostram que 27 dispositivos eletrônicos foram recusados pelo Instituto de Criminalística por problemas nas embalagens.

O material incluía nove notebooks, cinco celulares e 13 pendrives. A perita criminal Viviane Fleitas Menezes registrou que o acondicionamento permitia acesso direto aos equipamentos e a conexão de cabos para transferência de dados ou fornecimento de energia sem sinais visíveis de violação. Em quatro embalagens de pendrives, a abertura era grande o suficiente para retirar os dispositivos.

A operação que recolheu os equipamentos foi deflagrada em 1º de junho. Eles chegaram à perícia nos dois dias seguintes, mas retornaram à Polícia Civil em 8 de junho para novo acondicionamento. Os autos não detalham se houve verificação de acessos indevidos nesse intervalo.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que a recusa teve caráter preventivo e negou manipulação de dados ou quebra da cadeia de custódia. A Polícia Civil está sob o comando do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a ser citado no debate sobre a condução do caso.

Em perícias digitais, a destruição de evidências pode ocorrer sem que o aparelho desapareça. O acesso ao sistema pode permitir apagar registros, modificar arquivos ou inserir vestígios falsos. A vulnerabilidade apontada pela perícia, por isso, levantou suspeitas sobre eventual alteração do conteúdo para prejudicar a apuração.

Disputa no Supremo

A defesa dos investigados apresentou pedidos para que o inquérito fosse transferido da relatoria de Flávio Dino para o ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro. A apuração trata do uso de emendas parlamentares e verbas públicas na produção do longa e envolve a produtora Go Up Entertainment.

Os equipamentos fazem parte da Operação Wi-Fi, que investiga suspeitas relacionadas a contratos de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil. Relatórios da Polícia Federal e da Polícia Civil apontam possível triangulação financeira e uso dos recursos para a produção do filme.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) pediu às autoridades a apuração de eventual obstrução de Justiça por integrantes da cúpula da segurança paulista. A investigação autorizada pelo STF também coloca sob análise a preservação das provas e a atuação dos responsáveis pela guarda do material.

Texto produzido pela Redação Trilha Econômica com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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