O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu ao ministro André Mendonça que retire, em até 24h, o sigilo de todo o caso do Banco Master. A solicitação atende a requerimentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do ministro Alexandre de Moraes.
Na noite de quinta-feira, 10, Mendonça havia tornado pública parte da ação, mas manteve em sigilo a investigação sobre o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O procedimento trata de valores recebidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme “Dark Horse”.
Investigação sobre Flávio Bolsonaro
Áudios revelaram que Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para custear o projeto. Segundo a Polícia Federal (PF), mais de R$ 60 milhões foram pagos. Mendonça autorizou a PF a investigar o político em julho.
Fachin afirmou que o sigilo deve permanecer “exclusivamente” em relação a diligências em andamento que possam ser prejudicadas pela divulgação das informações.
Nesta sexta, Moraes enviou um ofício ao presidente do STF pedindo que todos os procedimentos contidos ou relacionados ao inquérito do Master fossem liberados “sem exceção”. No documento, ele argumentou que a medida evitaria escolha seletiva, direcionamento subjetivo e garantiria isonomia e respeito ao devido processo legal.
Moraes também anexou uma tabela para sustentar que Mendonça, além de manter processos inteiros sob sigilo, teria deixado de liberar 180 peças nos 15 processos tornados públicos na quinta-feira, 10.
Na tarde desta sexta, o vice-procurador-geral da República, Hildenburgo Chateaubriand Filho, questionou a ausência de “grande parte dos procedimentos correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero” na lista de documentos liberados por Mendonça.








